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domingo, 1 de junho de 2014

Somos de Srimati Radharani





“Não somos este corpo, somos almas espirituais
Não pode ser nosso ‘eu’ este corpo de carne e sangue
Somos algo muito elevado, somos pura consciência
Mas nos esquecemos por pura negligência.”


          Queridos devotos, recebam meu afeto da Venezuela. Quero começar esta mensagem com uma frase muito boa que deveríamos nos lembrar todos os dias:

“Não somos este corpo, somos almas espirituais
Não pode ser nosso ‘eu’ este corpo de carne e sangue
Somos algo muito elevado, somos pura consciência
Mas nos esquecemos por pura negligência.”

Há um verso do Srimad Bhagavatam que lembramos estes dias que diz:

sa va ayam sakhy anugita-sat-katho
vadesu guhyesu ca guhya-vadibhih
ya eka iso jagad-atma-lilaya
srjaty avaty atti na tatra sajjate

A tradução de Srila Prabhupada é assim:
“Ó queridas amigas! Está aqui a própria personalidade de Deus cujos atrativos e íntimos passatempos descrevem Seus grandes devotos nas partes confidenciais da literatura védica. É Ele unicamente quem cria, mantém e aniquila o mundo material, e ainda assim permanece inalterado.”

Neste sloka Krishna deixa bem claro o que é e o que não é. Às vezes não queremos saber a verdade, preferimos que as coisas se mantenham na incerteza. Por quê? Porque estamos em maya, mas se quisermos ter algo claro, Krishna vai nos mandar as coisas claras.
O Srimad Bhagavatam é a revelação mais confidencial do Vedanta, o mais confidencial sobre Sri Krishna. Imagine, um livro que fala sobre como se sente Deus, quem são Seus mais queridos, quais são Suas preferências, como Ele é igual para com todos, melhor, uma imagem e uma apresentação de Deus totalmente ampla que nos permite conhecer profundamente a Sri Krishna em Suas diferentes formas: como mantenedor, como criador, além de tantas facetas de Suas maravilhosas manifestações incríveis.
Graças ao Srimad Bhagavatam podemos conhecer o amor de Srimati Radharani e o anseio dela por distribuir esse amor ao mundo inteiro, porque ela é quem mais ama a Krishna e quer que esse amor se distribua a todos. Por isso aparece Sri Caitanya Mahaprabhu, para entregar Krishna-prema a todas as almas.
Este movimento na América do Sul e em todo o mundo é algo inédito e incrível que vem do arranjo divino de Srimati Radharani. É graças a sua influência que agora nós temos a chance de estar junto aos devotos e de poder nos esforçar ainda mais para divulgar todas as mensagens do Srimad Bhagavatam no mundo todo. Pesaram no grande esforço que significa alguém ter traduzido todas as mensagens do Srimad Bhagavatam ao nosso idioma e que podemos estudar todas as manhãs? Isso é algo impressionante. Foi uma boa vontade de maravilhosos devotos encabeçados por Srila Prabhupada que queriam que todos se tornassem conscientes de Krishna. E por trás do lindo serviço de Srila Prabhupada está Srimati Radharani. Nós somos da equipe de Srimati Radharani, não somos da equipe de Krishna.
À respeito, lhes conto uma história:
Havia uma vez um rei que também era um grande devoto que fez um dandavat parikrama em Radha Kunda, isso quer dizer se prostrar ao redor do Radha Kunda fazendo dandavat até completar a volta. Então, alguém comentou a Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur que o rei estava fazendo isso, ele disse que não era a nossa linha. Há devotos que buscam ganhar o apreço de Radharani para conseguir o apreço de Krishna. Sem dúvidas nós buscamos o apreço de Radharani simplesmente porque pertencemos a ela, não buscamos tirar nenhum proveito dela, a força feminina espiritual é o nosso objetivo, mais que o próprio Senhor Supremo. Isto é muito confidencial, nós pertencemos à Mãe Suprema, porque ela é a Serva Suprema.
Na Índia, muitas pessoas adoram a Durga Devi como a energia material e a mãe cósmica principalmente para obter facilidades de desfrute material.
É claro que os gaudiya vaishnavas adoram a Sri Radha sem nenhuma intenção de se aproveitar disso, nós adoramos a Radharani porque ela é nossa vida, pertencemos a ela. Os adoradores de Durga Devi são conhecidos na Índia como “shakta” ou seguidores de Shakti Devi. De alguma forma nós também somos “shaktas”, porque adoramos a Energia Feminina Original, mas não somos apenas shaktas senão “suddha shaktas”, que é muito confidencial. Adoramos à Shakti Original, Srimati Radharani, a potência principal da devoção, por isso Srila Sridhar Maharaj disse que somos suddha-shakta, adoradores da devoção pura.
É Sri Radha quem faz tudo para que as almas possam chegar a Krishna. Radharani é quem tem todo este plano divino, é graças a ela que Mahaprabhu veio derramar Sua misericórdia, foi iniciativa dela. Ela sabe que Krishna quer que todo mundo se salve e ela é quem entra em ação para que isso se cumpra, apenas ela tem esta capacidade.
O Movimento da Consciência de Krishna no Ocidente existe por causa de uma grande chantagem. Quando Srila Prabhupada viajou ao Ocidente para cumprir com seu serviço a Srila Bhaktisiddhanta, escreveu uma canção que se chama “Krsna tava punnya habe bhai”, a tradução da canção é assim:
“Meu mestre espiritual, que é um servo íntimo de Srimati Radharani, me mandou aqui. Sem dúvidas que eu não tenho conhecimento, eu não sei nada. Então, como vou estabelecer a Consciência de Krishna neste mundo dominado por tamas e rajas guna? Como posso fazer? Por isso, meu querido Senhor Krishna, dou um aviso: Se o Senhor não me ajudar a fazer desta missão impossível algo possível, vou me queixar diretamente com Radharani e vou dizer que o Senhor me trouxe aqui e não me ajudou...”
Assim como disse Srila Prabupada: “Vou me queixar com Radharni se o Senhor me deixar sozinho neste lugar”, eu penso que Sri Krishna se assustou e então fez algo forte para que as almas muito condicionadas, apegadas às drogas, ao álcool e muitas outras coisas desviadas, pudessem receber Sua misericórdia e cantar o Santo Nome.
Dessa maneira Srila Prabhupada conseguiu que todos nós começássemos a refletir, que sentíssemos algo que não pudéssemos explicar, mas que de repente estava nos acontecendo e sem nos darmos conta começamos a cantar “Hare Krishna...”, mesmo tendo sido ateu antes.
Então, pela graça de Srila Prabhupada e pela intervenção de Srimati Radharani, recebemos a possibilidade de nos tornarmos pessoas responsáveis espiritualmente e recebermos um serviço que pudéssemos cuidar e fazer crescer:
·         Pudemos nos converter em bons sankirtaneiros que levam a mensagem do Bhagavatam a todo lugar;
·         Pudemos ser instrumentos importantes do office bap e manter a pregação pela internet;
·         Pudemos educar aos nossos filhos e gerar uma família consciente de Krishna que vai expandir as glórias de Mahaprabhu ao seu redor;
·         Pudemos ser líderes dos ashrams e ajudar aos devotos no seu caminho até Deus;
·         Pudemos nos converter em professores de Yoga Inbound que chegam ao coração das pessoas e as fazem se apaixonar pela “Mais doce realidade”, ou ser grandes artistas conscientes que contagiam o mundo com beleza transcendental.

Há muitas possibilidades de serviço e o importante é que este serviço que recebeu seja a ferramenta que vai te ajudar a sair deste mundo, por isso tem que cuidar e fazê-lo crescer. Este serviço foi recebido pela misericórdia de Srila Prabhupada que provém da própria Srimati Radharani. Como é possível isto? Apenas por misericórdia.
Misericórdia é o que nos mantém dia após dia. Sigam em frente apreciando esta maravilhosa misericórdia que graças a Srila Prabhupada está nos ajudando a sair deste mundo. Esta é a minha mensagem de hoje.
Jay Srila Prabhupada!

Seu sempre bem-querente,
Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 11 de maio de 2014

Pessoas muito queridas na vida: as mães



“O dever de uma mãe é ser educadora dos seus filhos, criá-los e guiá-los pelo caminho correto que nos leva até Deus.”


            Meus muito queridos devotos, recebam todo meu afeto de Miami. Uma saudação especial à todas as mães, pois no Ocidente se celebra o Dia das Mães. Claro, é um dia organizado pelo comércio, mas nos ajuda a lembrar de pessoas muito queridas na vida: as mães.
            Eu me lembro da minha mãe e de todas as mães que fazem um serviço maravilhoso. Na vida de um devoto sempre existirá o esforço para fazer as mães felizes. Das sagradas escrituras védicas, recebemos todas as indicações que um devoto deve ser cavalheiro com o sexo feminino, além disso, devemos nos lembrar sempre que nossa natureza é feminina, de servas eternas do Supremo Controlador. Agradeço infinitamente a Srila Prabhupada por ter me dado os princípios regulativos que nos ensinam a respeitar o sexo oposto e de não ver a ninguém com mentalidade exploradora.
            Srila Prabhupada nos ensinou que temos que evitar qualquer tipo de abuso ao sexo oposto, e isso mesmo foi confirmado pelos irmãos de Serra Nevada que disseram que quem usa uma mulher para seu próprio prazer gera desequilíbrio na sociedade e este desequilíbrio aumenta quando aparecem os filhos não desejados ou os filhos abandonados.
            Temos de não somente nos lembrar e celebrar a todas as mães senão à mãe principal, a Mãe Cósmica: Srimati Radharani. Este é um dia de oração à mãe cósmica, quem nos outorga Sua graça manifestada na determinação de poder servir tanto a ela como a todas as mães do mundo com plena alegria. No mundo material, homens e mulheres cometem muitos erros diariamente, mas eles podem lutar para cumprir seu dever universal.
            O dever de uma mãe é ser educadora dos seus filhos, criá-los e guiá-los pelo caminho correto que nos leva até Deus. O dever de um homem é o de se converter em um líder espiritual, em um guru que pode tirar as almas da ignorância. Agora, para se tornar uma verdadeira mãe ou um verdadeiro guru é necessário uma grande determinação, somente através da determinação é possível não falhar, nem hoje nem amanhã, e essa determinação só teremos por misericórdia, não por poder próprio. Oramos sempre a Srimati Radharani para que nos outorgue essa determinação de não querer falhar com os demais. Assim, ao Vishnupriya Ashram e ao Maharani Ashram da Família Vrinda eu posso dizer: Vocês são as mães da nossa família e eu me sinto muito afortunado em ter encontrado todas nesta vida; e às mães casadas que cuidam dos seus filhos e protegem suas famílias, eu digo: Vocês são as valentes pioneiras no campo da expansão da Consciência de Krishna.
            Meus queridos devotos, tenho pensado no futuro das nossas crianças, eu desejo que tenhamos instituições educacionais satisfatórias e eu estou trabalhando nisso através da Oidaterapia. Por que a Oidaterapia? Porque através dela se pode vincular as pessoas de forma muito piedosa, bem na modalidade da bondade. Por isso estabeleci tudo isso de tal forma que uma pessoa que não seja devota possa se conectar com todo o processo da Oidaterapia até o ponto que queira educar aos seus filhos sob os mesmos princípios e valores que a Oida estabelece. Para isso, nos faz necessário estabelecer a Oida como uma proposta autoritativa, mesmo sobre o ayurveda e o hatha yoga, pois na plataforma da Oidaterapia é possível trabalhar com um grupo muito mais amplo de pessoas.
            Ikwashendwna cumpre o mesmo objetivo, que nosso serviço possa chegar a mais e mais almas onde todos são convidados a se converterem em Guardiões da Mãe Natureza. Para chegar a mais pessoas nesse nível, precisamos de uma linguagem comum com a qual podemos nos comunicar, porque a uma pessoa que não seja devota, não podemos chegar e dizer: “Krishna disse no Bhagavad Gita que...”, isso não funciona, melhor para elas é convidá-las a ter consciência do seu entorno e entusiasmá-las a se converterem em protetoras dele, se não acabamos sendo apenas um monte de “Hare Krishnas” que não chegam a mais pessoas. Assim, com a Oidaterapia estabelecemos o círculo curador como a ferramenta que permite ter clareza no objetivo que se quer alcançar: a cura da alma. Logo, cada pessoa pode definir onde se situa sua fé segundo a tradição mística que segue, sempre sendo respeitosa com aqueles que decidiram aplicar sua fé em uma área diferente da minha.
            Para que tudo isso seja aceito de maneira funcional no mundo, é necessário obrigatoriamente essa substância, porque se hoje eu lançar uma escola Hare Krishna, será muito difícil conseguir a aceitação dela no mundo, assim, todos nossos projetos se tornam vulneráveis e eu não quero deixar nossas crianças em alguma situação vulnerável. A elas está dedicado nosso serviço: às crianças que são o futuro da sociedade. E hoje, no dia da mãe, também nos lembramos delas.
Com estas palavras me despeço hoje.

            Seu sempre bem-querente,

            Swami B. A. Paramadvaiti.