domingo, 31 de maio de 2015

A dualidade: tem que tolerá-la e aceitá-la





“Às vezes pensamos que o prazer efêmero do momento é o mais importante, quando na verdade o importante é o prazer de Krishna.”



Meus queridos devotos.
Estar contra o relógio sempre é um pouco pesado, mas a vida sempre é contra o relógio. Temos apenas uma chance que é sair correndo para frente neste mundo, o samsara. Cada instante conta, cada minuto, pensamento e cada palavra contam.
Às vezes pensamos que o prazer efêmero do momento é o mais importante, quando na verdade o importante é o prazer de Krishna. Que Krishna satisfaça-Se com tudo o que você fizer, é importante. E por isso às vezes tem que sofrer. De certa forma, a vida é marcada pelo sofrimento, claro que também há alegrias, mas marca-se pelo sofrimento.
A primeira coisa é sair do ventre, parece impossível que uma criança desse tamanho saia por uma abertura tão pequena, ou melhor, é quase impossível imaginar como o corpo da mãe abre-se tanto a fim de permitir sua saída.
Assim é a vida, é cheia de dores, grandes dores, dores necessárias, karmáticas e desnecessárias. A maioria das dores é desnecessária, isso é o mais engraçado. Por que cai uma pedra no meu pé e dói? Bem, é natural, mas há dores que não sei, como exemplo os ciúmes que fazem sofrer gratuitamente a muitas pessoas. Das pessoas ciumentas às vezes caem seus cabelos ou vivem muito nervosas.
Eu tenho a solução para os ciúmes, se alguém lhe for infiel, deverá lhe dizer “obrigado”, não tem que perder mais tempo servindo alguém que não vale a pena. Não pode estar com alguém que não quer estar contigo, não pode querer impor sua presença, sua existência sobre alguém que não quer estar contigo. Não é razoável? Claro que no caso de já ter três filhos é diferente. Em tal caso é falado de contratos firmados no registro karmático, porque quem deixa filhos jogados, muitos nascimentos é garantido que lhe esperam. Por isso deve-se ser muito cauteloso, orar muito a Krishna, a Deus orando e orando, não aos demais, não ao ego e à luxúria.
Assim sofre-se no mundo, e sofrer para Krishna é bom, por isso eu não tenho medo quando mando alguém para Santa Martha ou para Varsana e passam por alguma tapasya. Eu não tenho pena, porque foi por algo complexo. A dualidade: tem que tolerá-la e aceitá-la, trata-se de impressões temporais dos sentidos, felicidade e tristeza. Está feliz porque tem cabelo, mas quanto sofrimento com o shampoo... em contrapartida, se estiver calvo estará poupado do shampoo, mas de repente não gosta. Cada coisa tem sua vantagem.
Então, há sofrimento onde quer que seja. Envelhecer poderia ser chamado do pior dos sofrimentos, porque na velhice há poucas coisas boas, pois falha a vista, a audição, o olfato, o movimento, falha tudo e dói tudo. Dificilmente sentirá que está estático se não realizar antes de chegar a essa realidade temporária que não é este corpo. Aí sim vale mais realizar isso na velhice, porque este corpo é problemático, nenhum corpo velho funciona perfeitamente.
Então, este corpo material é um lugar de sofrimento. Diz Krishna no Bhagavad Gita: “É curto e miserável. O que estamos fazendo aqui então? Como nos metemos aqui? O que aconteceu quando nos enfiamos no mundo material?” Talvez tenhamos ainda a ideia de que tudo será bonito, tudo belo, “serei uma mulher adorada” ou “um homem admirado, bonito e tudo me sairá bem”.
Em Consciência de Krishna a coisa é sensata e vale a pena sofrer, não tem que pensar que chega na Consciência de Krishna e vai acabar o sofrimento, isso é mentira. Faz sentido sofrer para o Senhor em um serviço amoroso, isso nos aproxima ao Senhor do Amor e do Sofrimento.
Àquele que quer casar, meu mais profundo pêsame. Se celebramos o matrimônio como algo glorioso é porque há dois sacrificados que aceitaram entrar o sofrimento, tudo isso apenas para favorecer às crianças que chegarão. Se não houver pai e mãe que sofrem por seus filhos, então não há nada.
Não é uma publicidade para “Matrimônios Conscientes”, mas o ato de um homem e uma mulher casarem e fundarem uma boa família, os fazem mais sacrificados que os brahmacarys. Ser brahmacary é um super sacrifício, mas se for brahmacary para pregar, não para fugir de responsabilidades. Do contrário, não é um brahmacary, é um fujão dos deveres humanos. O brahmacary pregador rendido ao Guru tem uma desculpa, uma boa desculpa para não gerar seres humanos e são eles que geram consciência nas pessoas em nome do Guru, as cuidam para que convertam-se em boas devotas e pregadoras.
Isso é muito importante e sempre dou muito graças a Srila Prabhupada que me salvou do matrimônio para servi-lo, mas tenho que trabalhar muito duro, como se tivesse 10 filhos e não é falso. Claro que o trabalho também é ler livros, tudo o que faz um brahmacary também é um tabalho, estudar para ser bom pregador.
Estas coisas são contadas com certas doses de piada. Melhor dizendo, o mundo material é como um ditado alemão que diz: “Fazer cara bonita ao buraco feio”. Mesmo que aconteça algo mau, ainda assim sorriremos.
Imaginem, sou uma pessoa social e estou envolvido com muitas famílias, chegam a mim todos os dias notícias de nascimentos, mortes, divórcios, enganos e traições entre todas as circunstâncias. E depois tenho que parar diante das pessoas e mostrar uma cara feliz e falar: “Como estão, queridos amigos? Façamos projetos bacanas, temos que seguir em frente, não vamos baixar a guarda, etc.”
Não pensem que seja sempre fácil fazer a cara bonita ao buraco feio, mas assim é a vida, assim nos move, move a mim porque voluntariamente aceitei este serviço de mendigo de amor, peregrino errante, e não posso me queixar porque eu escolhi.
Quando tinha uns 13 anos de idade, eu me deprimia pelas guerras, lia aos jornais e estava a ponto de entrar neste abismo que se chama depressão, dizia: “Nada vale a pena, o que farei?”. Mas foi quando tive a iluminação e disse: “Se eu posso chorar por tudo, por que em vez de chorar não rio de tudo e adoto uma atitude positiva na vida?”, e assim tomei uma atitude otimista, tomei a atitude de rir de tudo.
Por isso, sempre me veem com um sorriso, e não é artificial. Se vocês olharem bem, a verdade é que há muitas coisas lindas que nos levam a rir. Quando vejo vocês, por exemplo, me parecem pessoas lindas, mesmo conhecendo muitas falhas suas, isso não me faz pensar que não sejam pessoas lindas, ao contrário, me parecem pessoas lindas na linda luta que decidimos levar junto a diante.
Podemos nos assegurar do êxito, lograremos algo porque não há outra opção.

Seu sempre bem-querente,

Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 24 de maio de 2015

Assim que separar-se do Absoluto estará confinado ao relativo





“Para aqueles que estão lutando para se renderem à vontade do Absoluto e se converterem em devotos, a pregação é a ferramenta fundamental para nutrir a vida espiritual.”


Meus queridos devotos, aceitem meu afeto da Venezuela.
Hoje quero compartilhar umas palavras sobre a união com o doce absoluto. Devemos entregar nosso coração e alma ao domínio absoluto do amor, esse é o nível do Absoluto.
O mundo, o amor, está muito além dos desejos, dos anseios e das lamentações. O mundo do amor é uma dimensão muito fina, tanto que naquele domínio poderá se unir com a doce vontade do Absoluto. Essa é a chave em todo esse assunto, unir sua alma com a doce vontade do Absoluto que sempre favorece a devoção e aos devotos.
Deus tem planejado o absoluto bem-estar para ti, mas você deseja separar-se de Sua vontade e obter o bem-estar relativo tentando convertê-lo em absoluto. Deus é doce e possui uma doce vontade e te incluiu nessa doce vontade. Mas deve render-se à Sua doce vontade. Rendição ao Absoluto do mais profundo do coração. Deve entender que apenas desenvolvendo amor pelo Absoluto existirá um bem-estar absoluto e positivo que está esperando por você, e que Ele mesmo está te buscando.
O Absoluto deseja seu bem-estar absoluto devido ao fato de você ser parte absoluta Dele, mas devido ao fato de possuir a função absoluta do livre arbítrio – pois é parte e porção do Absoluto – então deve exercitar sua capacidade absoluta de decidir. Decidir se “desejo entrar em contato com o Absoluto, se desejo me unir com o Absoluto, se desejo abraçar a doce vontade do Absoluto e se não desejo mais usar faculdades mentais para me separar do Absoluto.” Porque assim que separar-se do Absoluto estará confinado ao relativo, porque no relacionamento ao Absoluto tudo tem uma só meta. No amor, a meta é uma.
Aquele que imersa no plano material tentando mudar seu rumo e direcionar-se ao centro absoluto é conhecido como um devoto. E quando existir algum conflito entre aqueles que se empenham em permanecer nas áreas relativas e tomar posse delas e aqueles que querem se direcionar aos níveis espirituais absolutos, é então que o Senhor mesmo descende do centro de tudo e protege ativamente Seus devotos.
Essa é a misericórdia especial do Absoluto naqueles que se renderam à Sua doce vontade. E para aqueles que estão lutando para se renderem à vontade do Absoluto e se converterem em devotos, a pregação é a ferramenta fundamental para nutrir a vida espiritual.
Srila Prabhupada estabeleceu as festas dominicais como a forma mais tradicional de pregar no Ocidente. Em nenhum lugar onde vivam os devotos deve existir um templo fechado aos domingos. Não é permitido. Isso é um alerta! Escutei que existem templos sem festa dominical e isso é grave. Foi instaurado pelo próprio Srila Prabhupada e isso me preocupa.
Pode ser que não possamos exigir de todos os devotos da comunidade que participem na festa de domingo, pois pode ser que eles também estejam ocupados em organizar diferentes festas e programas durante a semana. Mas devemos reconhecer que ser anfitrião de uma festa vaishnava é uma grande honra e outorga o maior grau de alegria.
Nestas festas não pode haver escassez de prasadam. Se não houver muitos cozinheiros, que possa haver muitas e variadas preparações, então deve haver pelo menos uma paella deliciosa ou um super kitri ou upma e um doce em grande quantidade. Isso é o mínimo. Outra opção é que os próprios devotos e grihastas da comunidade possam cozinhar em suas casas e levar diferentes preparações ao templo. Assim poderá ser feito uma festa com muitas variedades de prasadam. Apenas precisamos que hajam reuniões e seja permitido a todos os devotos da comunidade (os do templo e os que vivem fora do templo) a participarem ativamente.
Cultivem esta tradição familiar com amor e confiança. Deve haver uma lista dos afazeres e tarefas para organizar a festa antes, durante e depois. Tem que estar preocupado para que tudo fique muito limpo assim que termine a festa para assim poder continuar os serviços no dia seguinte de manhã.
Mais festa significa mais alegria, significa mais vaishnava, mais trabalho, mais serviço, mais devoção e mais autocontrole, ou seja, menos Maya. É tudo matemático, projeto de salvação em serviço amoroso, “a festa do amor espiritual dominical”. Claro que isso não exclui que a cada noite nos templos deva haver uma mini festa de pregação também, onde seja dada uma aula do Bhagavad Gita, façam kirtan e distribuam prasadam. A associação com os vaishnavas significa instruções sagradas, kirtan e prasada.
Além disso, temos muitos materiais para apresentarmos às pessoas, todos eles introduzem-se no meio da festa. Assim, cada convidado pode encontrar a forma que mais gostar para adorar e servir a Deus. Essa é a nossa luta para difundir as glórias do Absoluto Senhor Supremo e contagiar todas as almas com este movimento que leva a nos separarmos do relativo e nos rendermos à Sua doce vontade.
Desejo um grande abraço e agradeço de coração todos aqueles que estão pondo energia para manter estes belos festivais dominicais de amor.
Compartilhem esta mensagem com todos os membros de suas comunidades.
Jay Srila Prabhupada!

Seu sempre bem-querente,

Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 17 de maio de 2015

Positiva e progressiva imortalidade





“Positiva e progressiva imortalidade é uma revelação da natureza da nossa alma. E como é a positiva imortalidade? Sankirtan yoga, a união com o infinito no som sagrado.”



Jay Radha Madhava Kunja Bihari
Gopi Jana Vallabha Girivaradhari
Yashoda-nandana braja-jana-rañjana
Yamuna-tira-vana-cari

Muito bom dia a todos.
O que quero compartilhar com vocês é um som curador. Não somente aos que vão curar senão aos que vão ocupar. A cura está na positiva ocupação. Não estamos aspirando o Nirvisesa, ou o vazio. O vazio nada mais é que a negação da frustração quando alguém tentou, tentou, tentou e disse: “Isso não serve mais, aqui não há nada”, então diz: “Não quero mais nada”. Isso chama-se Nirvisesa como o máximo anseio para a não percepção, mas o som que nos cura é o que nos leva a uma ocupação dinâmica, chama-se a positiva e progressiva imortalidade.
Isso já é um pouquinho exigente: positiva e progressiva imortalidade. Dizem: “O que é isso?” Imortalidade tudo bem, pode ser que aceitemos, mas positiva e progressiva? Pois claro, porque o ser consciente sempre é positivo e progressivo.
Se não fosse positivo e progressivo, seria uma tortura, uma prisão, ou algo assim. Quando diz-se que não quer mais nada, que não quer escutar nenhuma palavra, está acabado como sem liberdade, pode-se comparar como em um estado anestesiado. A anestesia é muito boa, porque quando alguém está anestesiado, pode ser tirado um tumor sem sentir, algo do tipo, podem arrancar um dente, mas felizmente não sentir nada. De certa forma, a anestesia nos oferece algum alívio, mas se na hora de comer lhe oferecerem comida, você dirá: “Não é o momento para comer, com anestesia não preciso comer.”
Positiva e progressiva imortalidade é uma revelação da natureza da nossa alma. E como é a positiva imortalidade? Sankirtan yoga, a união com o infinito no som sagrado. No som sagrado, no cântico e na dança, por isso se diz que o mundo espiritual é aquele lugar onde cada passo é uma dança e cada palavra uma canção, então você diz: “Ai, assim eu fico.”
Na positiva progressiva imortalidade, no cântico divino, o progresso é a continuação, o crescer está tudo dentro e não tem limites. Jay Sri Radhe, a mãe divina, a mãe cósmica, também chamada de facilitadora, e por ela sabemos de tudo isso. Se não houver um meio não há transporte, por isso é preciso de Radha que nos toca o coração, que nos leva até essas dimensões agora. Jay Radha Madhava.
Madhava é mais doce que o mel e Radha é a mais querida e é a conquistadora. Em sânscrito o Senhor se chama Madan Mohan. Madan é cupido, Mohan é o que encanta cupido. Quando o cupido atacou a Krishna ficou apaixonado, então Krishna é o conquistador de cupido, é Madan Mohan. Mas logo vem Radharani e aí acaba com Krishna, porque vem a conquistadora de Madan Mohan.
É dito que quando vem Radha, e Radha está muito vinculada a nós pelo idioma: “la enamorada, la añorada, la dorada, la morada”, Radha está sempre conosco, sabendo ou não sabendo isso é um assunto a parte. Mas esta Radha é a que nos dá a conexão com a divindade. Há uma canção da música curadora que também vou cantar:
Radha, glória a ti amada de Madhava
Radhe Radhe Radhe Radhe Radhe Syam
Jay Sri Radhe Jay Sri Syam
Jay Sri Vrindavan Dham

A verdade é que Radha está mais ansiosa para que cheguemos a Krishna do que a nossa própria alma. Nossa alma tem livre arbítrio e por isso nos tornamos exploradores dos samsaras. Alguns estão explorando por aí pela Venezuela, outros por Hollywood, outros por Bangcock, outros por outras galáxias, porque você vê na noite tudo o que há neste universo a explorar, muito.
Os samsaras são os facilitadores da exploração dos repetidos nascimentos e mortes, e agora nos encontramos irmãos e irmãs em meio desta exploração, em nosso anseio de encontrarmos com o sankirtan yoga, e isso é tudo manifestado por Ela.
A Ela foram compostas muitas canções. Vou compartilhar uma escrita de um grande poeta, Rupa Goswami, uma canção importante em seu aspecto transcendental. Por isso, Radha é a conquistadora de cupido e também é a inseparável do cupido. Em todas as culturas é Ati Senecun e Ati Serancua, são inseparáveis, sempre a manifestação da divindade.
Na invocação sempre nos traz a presença do casal divino, também existe a mãe com o filho, mãe Yashoda com seu filho. Quando vê-se a maternidade, não pode-se dizer nada, toda as teorias do mundo acabam diante desta imagem, sem mais especulação, é a mãe com seu filho, o que mais quer explicar? Nos homens não sai uma gota de leite, não acontece nada, é a Mãe Divina que faz isso, então são maneiras a serem pensadas. Isso também chama-se Vatsalia, o amor eterno divino, e o casal divino se chama Madhurya, e isso é muito interessante.
Na música divina é a união conjugal, a inseparabilidade do casal divino. E a inseparabilidade se manifesta através do vipralamba em sua máxima forma, ou melhor, no anseio da união é celebrado como o maior e isso está no Srimad Bhagavatam como sambhoga e vipralamba, no passatempo de Krishna.
Ontem tivemos uns círculos de canto à água como no canto congregacional, o círculo do amor onde todos pertencemos em união ao plano divino. Então, na dança do rasa, todos conhecem a imagem onde Krishna está dançando e ao redor estão todas as gopis.
Krishna expandiu-se, então Krishna expande-se em muitas jivas como nas gopis que querem estar com Ele, é algo para que não haja problema de excesso de cota. Se sentirmos que já é tarde, que já encheu, isso não é Vrindavan, Vrindavan é a terra do amor infinito. Por isso é tão linda, e é o amor de Radha que quer que todos cheguemos a Ele. E Ela vem até o samsara para divulgar o amor e o som que nos dá a medicina do amor.
Por isso, Rupa Goswami a glorifica de uma maneira muito especial:

És vista dando êxtase a Damodara
És a rainha de Hari e toda Vraja
Radhe, glória a ti
A mais querida menina de Gokula
De Vrisavanu nasces, qual lua nova
Lalita e Visaka de suas dotes se alegram
Radhe glória a ti, a amada de Madhava
Dá-me tua graça ou misericórdia
Sanaka e Sanatan, tuas glórias elogiam

A Ela foram feitas milhares de canções, isso mostra a ternura que todos estamos aqui, velhinhos, meio gagás, cantando a uma pequena menina, porque ela é a que tem feito o universo inteiro e é a personificação da Mãe Universal, desta Mãe Terra, desta bondade infinita se manifesta esta conquista que nos traz o madhurya. Ela é a rainha do rasa. “Rasa” significa “os sabores do infinito amor”, isso é o que ela representa.
Então, no sankirtan yoga é um movimento dela, a música medicinal pertence a Ela completamente, todos os direitos reservados. Gostando ou não da música, todos os direitos são reservados para Ela, porque Ela pode levar do bom ao melhor. Aho!
De uma vez por todas acima onde o coração irá livre em seu amor. Então na terra de Vrindavan não fala-se de Deus, fala-se de Sua Radha, por isso ninguém diz em Vrindavan: “Jay Sri Krishna”. Pela Índia afora, em todo lugar, dizem “Jay Sri Krishna”, mas na morada dela dizem “Jay Radhe”, porque Krishna só quer escutar “Jay Radhe”. É algo que no amor sempre há esse desejo de que a glória seja dada ao outro, não um “sou eu, sou eu, sou eu”, por isso so ham, é realmente “sou teu, sou teu, sou teu”, é isso o que é.
Então, Ela é a personificação do “sou eu” e não me venha com outra coisa, porque eu sou teu, sempre sou teu, e é exatamente o oposto no samsara, “você é meu”.
Bem, há outros segredos por aí que não vou tocar agora que é no amor também de Radha e Krishna onde manifesta esse rasa lila, onde todo mundo tem acesso a ser parte deste divino círculo. Sankirtan yoga, é esse círculo divino cujo todos estão convidados.
Agora falamos de imagens e temos aqui grandes artistas conosco que sabem levar imagens à visibilidade, por isso a música medicinal combina com as imagens medicinais, como o yantra, isso é o mandala, é algo que vemos em diferentes formas.
Por exemplo, quando caminhamos daqui ao templo passamos pela pedra que sorri. Qual pedra que sorri? Essa é a pedra de Govardhan que representa a Ela e a Ele também. Radhe Krishna, é Radhe Krishna e o devoto, todos estão ali de uma forma maravilhosamente manifestada.
Então, esse som vem da colina de Govardhan que se expande, e ali no lago há outra e em Vrindavan está a maior, tem que visitar para conhecê-la, e nesta imagem Radha Madhava Kunja Vihari manifesta-se.
Uma irmã minha, Syamarani, fecha os olhos e saem umas coisas que ninguém pode acreditar. Destes artistas não há muitos, por isso ela pinta Radha Madhava. Na Alemanha temos um artista também chamado Ambaris. Os astaskyas, os asta manjaris e todo o Madhurya lila se manifesta ali.
Kunja Vihari significa isso, o mundo da alegria e as piadas ilimitadas, porque quando Krishna e Radha se juntam com os gopas, isso é pura risada. A única coisa que me faz pensar nisso neste mundo é a risada de Gurudeva Atulananda. Essa é a única, porque quando ele lança suas gargalhadas, você pensa “de onde saiu isso?”.
Vrindavan é uma terra de alegria sem limites, porque o amor é uma alegria sem limites. Kunja é floresta, agora estamos em uma, onde o sol entra, estamos no círculo dos devotos, isso se chama kunja e vihari, quer dizer a manifestação, esta manifesta-se, faz-se palpável onde estão todos os sabores imagináveis, pode-se dizer assim.
Girivanadhari, já expliquei que é quando o Senhor levanta a colina para proteger, é como se houvesse um perigo. Krishna disse “Eu estou aqui, não se preocupem”, mas no amor mesmo alguns vrajavasis pegam paus para cuidarem do pobre Krishna, isso é uma mostra do amor.
Por isso essas imagens chamam-se “imagens ao mundo espiritual” e podemos vislumbrar algo de lá, e a deidade é uma janela ao mundo espiritual. A deidade tem algo em particular. Um artista pode ver uma imagem ao mundo espiritual, contemplar e pintar ou esculpir, mas assim como uma canção, não é pelo que soa senão o que tem dentro. Quando manifesta-se isso, essa iconografia, quando faz-se visível através do artista, mas quando os vaishnavas explicam algo ou nos entregam algo, isso torna-se adorável até o ponto que podemos entrar no altar e nessa iconografia tendo contato divino direto. Podemos lhe costurar, cozinhar, massagear, por para dormir e de repente dizer “nãooo, isso é demais o que está acontecendo, uma janela ao mundo espiritual pode ser, mas poder entrar no quadro e participar?”.
Por isso diz-se que a adoração à Deidade é o terceiro nascimento, por isso nossa amada devota Radha Tulasi não está mais conosco, ela já está em Vrindavan. Ela é uma devota que tínhamos aqui, Sri Krishna a levou, como levou Jhanava devi, mas isso é outro assunto longo.
Gopijanavalaba é o conquistador e o guardião das gopis. Neste sentido, algo muito importante. Apeguem-se a ler isso. Todos somos femininos ante a divindade. Algumas vezes alguém disse “eu sou Deus”, então o outro disse “é uma piada?”, “deixe-me ver, você fala chinês?”, há muitos chineses que precisam falar com Deus, essa é a grande diferença.
Sou parte da divindade ou sou parte da personificação da divindade, isso não veste bem. Isso não é bhakti, não é aí que está o sankirtan, pensar que sou Deus é como o ego-meditação. Nossa meditação é: “Sou parte de Ti”, e é assim que a devoção é o movimento do sankirtan, quando tiver o desejo: “sou teu, meu Senhor”, então o Gopijanavalaba fica firmemente estabelecido que somos parte dele, que somos gopis. Mas como funciona isso? Não vamos entender, eu tampouco entendo, não é assustador que não entendamos, é incompreensível. Isso chama-se em sânscrito Acintya, e se alguém puder conceber a janela do mundo espiritual, poderá fazer algo incompreensível também.
Agora vem Yashoda Nandana que já expliquei também que é uma iconografia, conquistador de cada átomo.
Yamuna tira vana cari. O Yamuna é o rio sagrado, há muitas histórias do rio sagrado. Dizem que é mais sagrado que o próprio Ganges e isso poucas pessoas entendem. O Ganges vem dos Pés de Lótus de Vamana deva, como pode haver algo mais sagrado? Inclusive no hino da Índia é mencionado Yamuna Ganga. De todos os rios, é o rio mais apreciado. Lá se manifesta a imagem divina de Vrindavan.
Vrindavan descende à Terra, mas o mais incrível é que Vrindavan é expansiva, e Varsana na Colômbia é uma parte desta Vrindavan. Meu Parama Gurudeva disse: “É minha missão estabelecer Vrindavan no coração de todos, essa é a ideia.” Se tiver uma fazenda, logo a transforme em Vrindavan. Tem uma casa? Transforme em Vrindavan. Se não tiver nada, transforme-se em Vrindavan.
Como na permacultura, se não tiver fazenda, plante algo na varanda, mas faça algo para conectar-se com a terra sagrada. Então, Vrindavan é um estado de consciência e o som divino é a conexão com esta terra. Que esta existência transforme-se em Vrindavan, essa é a medicina da nossa existência e onde manifesta-se o próximo verso.
Glória a Ti, oh Sri Caitanya. Sri Caitanya é Radha e Krishna que vêm a este plano. E para que vêm? Resumindo um pouco, realmente Vrindavan é para ser distribuída. Isso é chamado quando Madhurya torna-se Audharya, significa quando a doçura do contato íntimo divino torna-se a generosidade ilimitada. Quando não é feito discriminação: “você sim, você não”, a generosidade maior e absoluta chama-se Audharya, esse é o significado de quando se faz um ashram.
Os ashram são Audharya dham, os lugares onde a magnanimidade torna-se palpável, onde pode-se cantar, comer, consagrar, pode tornar parte disso. Como fazer? Isso é manifesto por Sri Caitanya, quando Madhurya torna-se Audharya, então descende Sri Caitanya.
A medicina que cura é aquela que invoca o agradecimento dentro de nós à infinita bondade, à existência da nossa família visível e invisível, porque muitas coisas são aparentemente invisíveis.
Krishna Nusandhana quer dizer quando a divindade faz-se visível. Quando manifesta-se é algo que não está sob nosso controle, por isso os devotos sempre estão chorando, por isso alguém disse: “Srila Prabhupada abriu uma escola de pranto”, por quê? Porque “quem não chora, não mama”, isso é algo que todo mundo sabe. As crianças já são especialistas, e as mulheres também. Aquele que não chora, não mama.
No Bhakti Yoga somos os chorões, mas é um pranto que se mistura com essa alegria que torna-se o sankirtan yoga, ou a união do pranto. Às vezes mais alegre ou mais triste, mas sempre intimamente conectado e por isso agradeço muito a todos vocês pela presença hoje no santuário da água que é um dos presentes mais lindos que já recebi na minha vida. Tão somente como ver, porque nem posso levar. Mas podemos adorar e assim levar a todos os lugares, pois quando adorar em sua casa, invocará e o terá em sua meditação.
A adoração nos conecta a qualquer hora de qualquer lugar, por isso a adoração é algo tão belo.
Srila Prabhupada ki jay.

Seu sempre bem-querente,

Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 12 de abril de 2015

Uma alma bem intencionada fala da verdade




“Srila Prabhupada trouxe a Consciência de Krishna ao Ocidente, trouxe uma revolução espiritual, uma revolução de amor.”


Queridas madres e devotos.
As pessoas esperam por isso, que uma alma bem intencionada fale sobre a verdade. O encontro de um devoto de Krishna com uma alma que não sabe de Krishna é a fortuna maior de ambos. O devoto é feliz porque pode entregar tudo o que recebeu do seu mestre espiritual e a alma fica feliz porque, enfim, depois de tantos nascimentos e mortes, alcança a misericórdia de Krishna.
Quando eu conheci meu mestre espiritual, o conheci nessa mesma situação. Ele estava entregando com muito entusiasmo o que seu Guru lhe deu. E eu recebi sua misericórdia de uma forma que até hoje não terminou. Todos os dias da minha vida realizo o que Srila Prabhupada fez para mim e para todos, não acaba, e melhor ainda que segue manifestando de muitas formas como projetos para expandir a pregação.
Alguns devotos surpreendem-se que hoje haja projetos que antes não existiram, pois no passado tampouco houve os que hoje há. Srila Prabhupada trouxe a Consciência de Krishna ao Ocidente, trouxe uma revolução espiritual, uma revolução de amor.
Por exemplo, Srila Prabhupada iniciou a distribuição mais impressionante de livros de Krishna, ou a instalação de templos e adoração de deidades em muitos países. Instalou pela primeira vez deidades de Krishna em muitos lugares convidando ao Senhor a receber o serviço dos devotos. Ele os convidou e continua até o presente pelo seu desejo. Srila Prabhupada organizou a adoração da deidade e estabeleceu templos e tudo com muito detalhe, inclusive como manter a economia dos templos para que a deidade fosse bem atendida.
Isso é um grande ensinamento, pois é Srila Prabhupada quem ensinou aos seus discípulos como manter templos, como construir templos. Srila Prabhupada em um significado do Srimad Bhagavatam 3.27.26 escreveu: “Um materialista constrói um grande arranha-céu e um devoto constrói um grande templo para Vishnu.”
Analisando superficialmente, ambos estão no mesmo nível, pois os dois reúnem madeira, pedra, ferro e outros materiais de construção. Mas a pessoa que constrói os arranha-céus é um materialista e a pessoa que constrói o templo de Vishnu é atmarama. O materialista, construindo os arranha-céus, busca sua autossatisfação em função do corpo, mas o devoto, construindo o templo, busca satisfazer a Suprema Personalidade de Deus.
Mesmo que ambas ocupações estejam relacionadas com atividades materiais, o devoto está liberado e o materialista está condicionado. Isto é devido que o devoto que constrói o templo fixou sua mente na Suprema Personalidade de Deus, mas o não devoto que constrói arranha-céus tem a mente fixa na satisfação dos sentidos.
Aquele que fixa sua mente nos Pés de Lótus da personalidade de Deus enquanto executa qualquer atividade, inclusive na existência material, não se enreda nem fica condicionado. Quem trabalha ocupando-se no serviço devocional plenamente consciente de Krishna mantém-se sempre independente da influência da natureza material.
Srila Prabhupada disse: “Quem conhece essa verdade e busca dedicar todos seus recursos ao serviço do Senhor evita todas as reações materiais e as influências das modalidades da natureza material.” Srila Prabhupada sempre enfatizou o fixar da mente em Deus para não nos enredarmos mais no material. Isso não quer dizer renunciar ao material, mas não nos enredarmos, não nos condicionarmos por sua influência. Isso é possível.
Deve-se ser muito determinado para que todas suas atividades sejam abençoadas por seu mestre espiritual. Bênçãos são instruções, disse Srila B. R. Sridhara Maharaj, meu sannyasi guru. As bênçãos que precisamos são instruções de como fazer as coisas bem. Apenas Gurudeva sabe como servir a Krishna corretamente, ele quem sabe o que Krishna precisa e ele pode te instruir no serviço.
Isso é a fortuna de um devoto, se todos seus esforços forem nesta direção, estou seguro que você seja uma alma feliz. E esta é a minha resposta quando muitos chegam a mim com tantos enredos que já não sabe-se o que dizer, cada vez mais complexos. Pregar e pregar que assim encontrará a resposta, entregando amor, presenteando seu tempo em apoiar projetos de pregação.
Por exemplo, agora estamos construindo um templo na Colômbia, o templo principal para Suas Senhorias Gouranga Radha Vrajesvara. É uma oferenda histórica dos devotos, todo colombiano deveria participar colocando seu coração. No meu coração tenho muito ânimo de lançar uma verdadeira revolução amorosa para todo cundinamarca. Lá somos uma só equipe, antes haviam vários programas. Eu uni todos Varsana, Goura Nitay, agora somos apenas um programa, apenas uma equipe.
Os templos de Bogotá devem ser dinâmicos para promover Varsana. Manejar tudo profissionalmente, os retiros não são para levar as pessoas para que se divirtam, paguem um pouco e comam ricamente. Retiros espirituais são a experiência de conhecer em um dia ou dois tudo o que puderem de cultura védica, de terem sadhu sanga.
Claro, Varsana tem muito o que mostrar, como o parque dos demônios, algo que não tem em outros lugares e que simplesmente por caminhar por ali já é uma grande pregação. Para isso, pegamos a revista que eu vou impulsionar e lembrá-los de distribuir enquanto eu estiver vivo. Esta revista de Varsana que eu esperei durante anos, agora deve ser distribuída com muito entusiasmo. Às vezes dizem a mim: “Eu vou levar 20 ao meu templo”, eu digo: “20? Prabhu, deve levar pelo menos 200 ou 300.”
Esta revista tem um grande poder, no fim as pessoas afortunadas te agradecerão. E também temos a revista Vrinda para que conheçam os projetos principais da missão Vrinda. As pessoas pensaram: “Eles têm uma fazendinha em Granada, mas como?”. Há fazendas no Peru, no Equador, no Chile, na Argentina, no Brasil? E na Índia, projetos para crianças, projetos que ajudam doentes com Sons que Curam, projetos de assistência profissional como médicos conscientes, defensores conscientes, oidaterapeutas, instrutores de yoga, educadores conscientes, arquitetos, ativistas, artistas, músicos, cozinheiros profissionais, etc. Uma universidade da sabedoria ancestral, uma escola de arte consciente, uma editora de livros com escritório de produção áudio visual.
Uma pessoa que chega aos nossos centros deve sair sabendo tudo isso. Deve sair levando uma revista. Nos retiros incluir isso como parte do material que recebe a pessoa e que se introduz na aula. Este é o meu pedido a todos os presidentes e líderes dos templos, e os CBA, por favor, me assegurem que isso seja feito sem falhar, pois isso é o que as pessoas buscam.
Todos os dias alguém sofre porque algum ser querido está partindo. Por partir deste mundo e isso é muito triste, e não sabem que os devotos têm muito material para acompanhar esta pessoa e aliviar seu pesar. Temos o programa da Casa da Sabedoria, temos Sons que Curam, temos o livro do meu irmão espiritual “A arte espiritual de morrer”, temos Sabedorias Védicas, vídeos, até médicos conscientes que seguramente salvam por mais tempo, se é que estão matando com tanta medicina química.
Muita gente já se salvou porque sua doença era emocional e uma terapia da Oida devolveu a fé à vida, como pessoas que queriam suicidar-se. Tudo isso são projetos para roubar as pessoas do mundo de Maya ao mundo de Krishna. Inclusive nossos produtos não têm direitos reservados, colocamos na internet e pronto, baixam de graça. Como nosso Bhagavad Gita recitado com a linda voz de Tapasvi Maharaj.
Agora estou trabalhando com uma equipe aqui na Europa em cursos da Oida. (Podem ver avanços em http://worldpeacetherapy.com/ ). Eu trabalho em vários projetos, mas Varsana é o centro da minha atenção, porque não quero descuidar da construção do templo do nosso ishtadeva. Já havia pedido e torno a rogar que ajudem neste projeto, esse é o meu desejo e a minha mensagem para o chat de hoje.
Que nossa alegria individual que tanto ansiamos seja alcançada quando encontrada com o desejo de Srila Prabhupada de dar amor ao mundo, de levar Krishna a todo lugar e a isso dedicamos nossa vida.
Srila Prabhupada ki jay.

Seu sempre bem-querente,

Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 29 de março de 2015

União na diversidade não é luxo, é uma necessidade.





“Não devemos perder a diversidade, pois diversidade é o poder do bhava (sentimento) da relação e é aí onde saranagati (rendição) toma lugar.”


Meus queridos devotos e madres, meus cumprimentos de coração a coração da Alemanha.
Quando Srila Swami Maharaj (Srila Prabhupada) veio à Índia com seus novos seguidores ocidentais, todos na Índia ficaram surpresos: “O que é isso? Como eles vieram parar aqui?”, “Como é possível que vistam-se com dhotis, usem tilak e japa malas?”, “Não, isso não é possível. Eles deveriam estar no exitoso mundo ocidental”, diziam as pessoas. Porque, vocês sabem, a Índia louca segue os exemplos do louco Ocidente.
A propósito, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada disse: “Essa sociedade materialista do Ocidente deve ser esmagada”. Esse conceito de felicidade com dinheiro, fama, nome e desfrute, ou a ideia de que devemos ser exitosos e que a América é o Céu, é tudo uma grande mentira e devemos nos despertar disso. Porque a riqueza que recebemos dos rishis é de tanto valor que se observarmos muito o desfrute do Ocidente, perderemos tais joias dos rishis e consequentemente perderemos o alcance e as características das nossas futuras crianças no sistema educacional.
Por outro lado, união em diversidade não é um luxo, é uma necessidade. Sim, temos diversidade, temos muitas missões fantásticas, elas são conhecidas como uma aproximação pluralista do conceito de Guru Tattwa, os siksa gurus, os vartma pradaksaka gurus, os pita gurus e os sannyas gurus, variados gurus nomeados nas escrituras. Isso é completamente pluralista. Diz-se que não há somente um guru, que existem muitos gurus, mas que somente um é o guru supremo, e este é o Senhor Supremo.
O Senhor Supremo é o guru final de todos. Então, na união, esse é o momento no qual temos que nos reunir por uma causa comum, onde não podemos estar separados, porque enquanto nos mantivermos na diversidade, veremos que há eruditos, doutores, músicos, poetas, muitas pessoas grandiosas que chegaram a ter contato com Gaudiya Math, proveniente de diferentes missões.
Quando nos projetamos em nossa responsabilidade social, educacional, ambiental e espiritual, podemos ver que necessitamos de cada um deles. Precisamos de todos eles para enfrentarmos a atual situação do Ganges e Yamuna. Esses assuntos que nos competem, pois trata-se dos nossos rios sagrados. Necessitamos de todos para enfrentar essa situação na qual a saúde está em grande perigo devido à contaminação ambiental.
Vocês sabem, muitos devotos mais velhos têm doenças relacionadas com o açúcar. Muitos outros problemas existem também. O meio ambiente está afogado no plástico. Por exemplo, em Radha Kunda, em Govardhan ou Varsana, pessoalmente, passo a maior parte do meu tempo em Vrindavan e pude ver o Yamuna, pois pode-se apenas ir lá. Está cheio de lixo e contaminação, e a maioria desta contaminação provém dos próprios peregrinos, não dos agricultores vrajavasis.
Se você for aos campos de cultivos dos camponeses, poderá ver que estão completamente limpos, mas quando os peregrinos chegam lá, converte-se em um grande desastre ambiental. Nós como líderes na diversidade temos responsabilidade social nesses assuntos. Agora é que temos que nos unir, o anterior é apenas um de tantos outros temas.

yena tena prakarena, manah krsne nivesayet
“Antes de tudo devemos pensar em Sri Krishna, essa é a ordem suprema de Mahaprabhu.”

Mas por isso devemos evitar pensar no Yamuna e no Ganges que estão em uma condição desesperadora? O Senhor Shiva mesmo enviou a resposta a essa pergunta:
Há algum tempo atrás todo Kedarnath, todo o turismo dessa área foi arrasado por uma inundação. Essa foi uma resposta proveniente do céu: “Não façam isso! Não tornem este lugar sagrado um espaço turístico cheio de lixo.” Nesse tipo de lugar supõe-se ser espaço de adoração e vida sagrada. Assim como Vrindavan Dham, Puri Dham e Mayapur Dham. E qual é a situação de Mayapur Dham atualmente? Tristemente está cheio de comércio ilegal em toda rua de Srila Bhaktisiddhanta Thakur onde se consome carne. Não estamos dizendo nada extremo. Carne! Enquanto nos países ocidentais as pessoas lentamente tornam-se vegetarianas, na Índia, mais e mais pessoas começam a comer carne, inclusive nos lugares sagrados.
É nossa responsabilidade social reverter esses assuntos e tomar nota deles. Nossas crianças não sabem dos perigos de consumir carne, peixe e todos esses produtos. Podemos ver que todos esses problemas estão surgindo e, pela graça do nosso guruvarga, temos a informação de como resolver. Podemos ver que todos esses problemas existem e, pela graça do nosso guruvarga temos a informação necessária para enfrentar.
E graças à opulência da diversidade, temos muitos e muitos cientistas capazes, PhDs, líderes de templos, sannyasis circulando o mundo, etc. Quando todos eles se reúnem e estabelecem estatutos unificados ou se unem em um esforço comum, então converte-se em algo grandioso. Assim como o maha harinam que foi feito nas ruas de Kolkata um dia depois da reunião anual da Associação Mundial Vaishnava e um dia antes deste mesmo evento, ou como a decisão que tomaram os sannyasis na última reunião da Vishva Vaishnava Raj Sabha onde decidiram que iriam às ruas com seus seguidores limpar as ruas em frente aos seus templos, embelezando tudo ao redor para que o dham sagrado não parecesse uma lixeira.
Essas são algumas ideias de que podemos ter um monte de união em diversidade, mas que não devemos perder a diversidade, pois diversidade é o poder do bhava (sentimento) da relação e é aí onde saranagati (rendição) toma lugar. Isso é algo muito pessoal.
Outro tema é que nossos gurus nos ensinaram que um Mestre Espiritual não deve ter muitos discípulos, pois seria impossível cuidar apropriadamente de todos.
Sem dúvida, é necessário que todos trabalhemos juntos e estabeleçamos os pontos comuns para lutar. Uma causa comum. As escrituras confirmam isto sobre um mestre espiritual e seus discípulos. Ao mesmo tempo, nosso guruvarga nos mostrou diferentes exemplos em diferentes tempos, lugares e circunstâncias. Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada mesmo disse: “Minha missão é estabelecer templos nos corações de cada um”.

Portanto, Gaudiya Math significa Amor. Gaudiya Math significa amar a cada um, amar e cuidar é o que devemos ansiar hoje em dia, isso é o que estamos fazendo. Amar e apreciar que estamos todos cantando juntos hoje, inclusive acompanhados por pessoas com as quais nunca antes havia cantado. Todos juntos durante muitas horas celebrando dois dias de um alegre festival. Essa é a característica nova e não se deve deter, ou melhor, deve-se estabelecer o começo do que Srila Jiva Goswami idealizou quando mencionou a Vishva Vaishnava Raj Sabha, ou os ideais que Srila Bhaktivinoda Thakur e Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati abraçaram para entregar a todos nós a energia de nos reunir. O que hoje vemos de uma forma muito maravilhosa.
Aprecio muito todos os postos de literatura vaishnava que montaram aqui neste dia. Pois devemos chegar a ponto de ter estas feiras onde todos podem exibir o que conquistaram para a pregação de Sri Caitanya. Temos a presença nos filmes, na arte, em todos os diversos campos e devemos compartilhar os avanços que outras missões conquistaram nas diferentes áreas de responsabilidade social.
Por exemplo, a iniciativa da Iskcon de manter o Bhaktivedanta Hospice é algo destacável. Um dos meus discípulos deixou este mundo uns dias atrás nesse lugar e foi muito afortunado em poder compartilhar seus últimos momentos com a associação de devotos que o cuidaram muito bem e lhe deram acesso constante a Hari katha e Krishna prasada.
Assim, esse tipo de iniciativa tem se estabelecido e foram grandes conquistas para ajudar aos devotos a criarem um maravilhoso futuro, os quais chegam aos Pés de Sri Caitanya buscando ajuda e podem se converter em membros de Sua Audarya Lila, o lila mais magnânimo de  todos.
O Senhor Caitanya é Maha Vadanyaya, o mais magnânimo de todos e Ele veio até aqui para nos dar o que ninguém antes havia entregado, por isso nosso dever é tornar uma realidade a todo aquele que chega a este movimento, a todo aquele que contata-se com os gaudiya vaishnavas e ao sanatan dharma. É assim que convido a todos vocês do mais profundo do meu coração, a que sejam parte desta união na diversidade que provém de nossas necessidades comuns, considerando especialmente a situação de Sri Vrindavan Dham, onde necessitamos que todo o povo e o governo aceitem a importância do lugar sagrado e o protejam como um patrimônio mundial da humanidade.
Vrindavan não é uma simples aldeia, é um patrimônio mundial que nos foi entregue pelo próprio Senhor Krishna e Srimati Radharani, e é para proteger Sua terra que precisamos da misericórdia e participação de cada um de vocês.
Muito obrigado. Todas as glórias sejam a Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada e todos seus parsadas, entre os quais estão cada um de vocês.

Seu sempre bem-querente,

Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 22 de março de 2015

O sankirtaneiro




"Eu plantei uma árvore de amor e ela cresceu e deu frutos, e eu distribuí as frutas, mas continuavam caindo muitas outras que minhas mãos não alcançavam para distribui-las, são muitas mãos necessitadas, então eu preciso de sua ajuda, porque há muitos que necessitam das frutas e eu não posso distribuir todas, eu preciso de ajuda."



Queridos devotos, cumprimentando-os aqui de Mallorca, a bela ilha do Mediterrâneo. Na companhia de maravilhosos devotos de Espanha e de outros países. Eu envio uma saudação fraternal, todas as glórias a Gurudeva Atulananda que acaba de completar anos, tão bonito. Enviamos um abraço caloroso e a recomendação de sempre levar as coisas a sério e trabalhar duro porque só assim é que se pode qualificar para compreender a essência, pois a essência é sempre algo que se tem que fazer um esforço especial. Não é permitida ser levada leve ou superficialmente, mas exige que seja tratada com a máxima atenção.
Hoje é domingo, e amanhã teremos Festival de Teatro de Mallorca, onde teremos oito teatros espontâneos diferentes para transmitir aos outros a urgência da mensagem que foi escolhida para o trabalho. É chamado de Teatro de Emergências.
Existem vários tipos de inteligência: racional, emocional e espiritual. O mantra Vanca Kalpa inclui todas as inteligências. O Vaishnava está sempre à procura de bem-estar construtivo dos outros, e para estar cheio de compaixão, devemos ter uma grande inteligência emocional e espiritual.
O desencanto com o mundo material faz com que não queiramos nos submeter a ninguém, exceto o nosso ego dominante. O mundo que promove o egoísmo, enquanto o Vaishnava é sempre atento ao bem-estar dos outros. Assim, o sankirtaneiro está sempre ciente do bem-estar de todos, tudo que você faz é descobrir como ajudar aos outros. A sankirtaneiro nunca pode ser desatento, mas trabalha com muitas pessoas, cada contato tem o nível de detalhe de um cirurgião de coração, porque um movimento errado pode até matar. Devem ser extremamente prudentes na forma como falam com as pessoas.
O sankirtaneiro coloca as pessoas em contato com Deus, não impondo, mas expondo. O serviço aos animais, à família, aos devotos, é um serviço a Deus. Em todos os ângulos devem vincular as atividades a Deus. Mas não devemos pensar que podemos libertar a dor de alguém. Ao passo que Krishna sim, meu Gurudeva sim. Eles podem dar lugar para encontrar muitos tesouros dentro de bem-estar quando se fica em submissão ao mundo. Você pode medir muitas coisas, mas você não pode medir o transcendental, você pode sentir, mas não medir. Maya significa que o que se pode medir, mas o transcendental não se mede.
A gente sempre sente o que é mais importante e o que tiver a ver é o mais importante e em parte verdade porque se você não existisse você não saberia da existência dos demais. Mas isso é muito perigoso, porque mesmo que a minha vida me permita conectar com outras pessoas, corremos o risco de desvalorizar os outros. Posso dizer, "Minha mãe é a melhor do mundo", e que pode ser bom, mas não podemos dizer, "Minha mãe é a melhor e única boa que há." O mesmo se aplica ao Guru. Eu acho que meu Guru é muito especial, porque eu acho que eu sou o mais importante. "Meu Guru é o melhor Guru", isso está bem. Mas dizer "meu Guru é o único Guru bom" é arrogante, é ego ao redor do "eu, eu, eu."
Tudo está ligado. Quando eu penso que a minha oração vale mais que a oração do nativo orando ao sol, é arrogante. Pensar que Deus gosta mais da tua oração que a do outro é arrogante. Minimizar ou ridicularizar a fé dos outros é arrogante. Os homens do "eu, eu, eu" tornam-se ofensivos para os outros. Em vez de produzir algo de bom produzem algo negativo. O que faz você importante é o seu amor pelos outros. Estou aqui apenas tentando servir, e nem sequer tenho o critério essencial. O Vaishnava é Vaishnava porque ele não sente que é. Ele acha que é um aspirante a ser servo do servo do servo dos Vaishnavas.
Somente quando Krishna nos permite servir, nós podemos fazê-lo e pregar. Quando temos uma má consciência, deprimidos, sem vontade, tem que ir pregar. Se você não quer pedir nada a ninguém, então sente-se na rua e cante "Oh meu Senhor, deixe-me ser um instrumento do Seu amor", até que alguém curioso lhe pergunte e você  mostre um livro.
Prabhupada não veio para nós pessoalmente senão através dos esforços dos outros e, assim adoramos a todos os devotos que nos dão a verdade. Ninguém sabe ser feliz nem com riqueza nem com pobreza. Mas os devotos Vrinda são os mais ricos, mais que Bill Gates, porque onde quer que cheguem são bem recebidos por devotos em centenas de templos. Bill Gates terá que pagar sempre para que o recebam em algum lugar, mas os devotos têm muita fortuna.
Um dos principais problemas que temos é intensa preguiça. O processo de despertar o entusiasmo de servir é Sadhanico, já que o mais básico do Sadhana é que eu devo compartilhar o que meu mestre espiritual me deu com os outros. Mahaprabhu disse: "Eu plantei uma árvore de amor e ela cresceu e deu frutos, e eu distribuí as frutas, mas continuavam caindo muitas frutas que minhas mãos não alcançavam para distribuir as frutas, são muitas mãos necessitadas, então eu preciso de sua ajuda, porque há muitos que necessitam das frutas e eu não posso distribuir todas, eu preciso de ajuda."
A ideia do Sankirtan mudou um pouco, é mais personalizado. Isso significa que eu te atendo em todas as suas necessidades. Perguntamos: "O que você precisa, você é vegetariano? Aqui está o livro de receitas, também há CDs dos melhores chefs. Ou quer saber sobre reencarnação, aqui está o livro. Ou tem alguém com problemas de dependência, aqui está a Sabedoria Védica. Gostaria de ter lindas férias? Aqui estão os melhores lugares para ir à Índia, à Colômbia ou à Mallorca.” O Sankirtan personalizado é que eu te ofereço tudo o que você possa precisar. A essência é, eu não tenho nada, esta é a mensagem de Srila Prabhupada. O Sankirtan é um desfrute, é a melhor coisa para dar a mão a muitas pessoas. Hoje em dia é feito cursos, é dado Prasadam, mas isso é um pretexto para dar as mãos aos demais. Pregação é educação. É o processo de se curar mediante a cura dos outros.
No final das contas, apesar de não estar qualificado, faça o melhor que puder, porque isso é a única coisa que você pode fazer, e não desanime se por um motivo ou outro houver um deslizamento, porque os deslizamentos existem para superar, para reconhecer as falhas e as fraquezas e continuar na luta, porque é isso que temos que fazer.
Nós não podemos esperar ser perfeitos para sair a pregar e ajudar as pessoas.

Jay Srila Prabhupada.
Com esta mensagem me despeço hoje.
Haribol.


Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 15 de março de 2015

Último dia na Índia




“Desejo que possamos trabalhar pesado, temos que fazer nosso serviço com muita seriedade e incrementar nossa conexão entre Índia e América do Sul. É muito triste sair daqui, mas meu trabalho na América do Sul me chama intensamente.”



Queridos devotos, hoje é meu último dia na Índia. O que posso dizer de todo este tempo aqui... O que posso dizer da organização de todo este Mela de 6 meses... Não posso dizer nada mais que admirável, como os devotos administraram todas as coisas aqui. O que posso dizer dos nossos músicos devocionais... Eles nos mantiveram todo o tempo cantando. O que dizer das nossas experiências nos diferentes lugares de Vrindavan, como sempre, fantásticas.
Quando vi que o templo de Radha Gopinath está se restaurando de uma forma linda, fiquei atordoado e não tive palavras para dizer. O que dizer dos nossos cozinheiros, eles estiveram fantásticos. Não escutamos nenhuma queixa todo este tempo, uns cozinheiros incríveis, realmente maravilhosos. Isto é muito difícil de conquistar. Eu poderia seguir e seguir sem terminar. O que dizer de cada momento vivido nestes meses, nossa visita ao templo de Rajesthan, nossa dança em Radha Gopinath Mandir, as reuniões de tantos sadhus em todos os lugares que íamos, os sannyasis e acaryas que nos iluminavam. Nossa visita a Berambur, nossa visita a Bangladesh onde encontramos pessoas muito lindas, a visita de Kolkata onde encontramos todas essas lindas organizações vaishnavas reunidas em um grande festival de celebração da aparição de Sri Caitanya Mahaprabhu.
As belas apresentações do nosso drama em Bengal. O que posso dizer! Todo este tempo na Índia foi incrível, a joia de Bharata Varsa, nunca havíamos recebido um grupo tão grande como até agora que chegaram mais de 170 devotos a compartilhar durante kartik e posso confessar que estava um pouco assustado em poder receber todos e de uma forma ou outra conseguimos hospedar a todos de uma boa maneira. Claro, com alguns ajustes. O trabalho que estamos fazendo agora em Vrindavan é um trabalho duro, mas muito belo, necessitamos de linda energia em Vrindavan para a limpeza e tudo o que temos que fazer para deter o desastre da administração.
Estes dias pudemos estar juntos e definir tudo o que temos que fazer nestes meses. E o programa Helping Hand da família Vrinda tem ajudado muito, mas também queremos conectar pessoas de outros lugares para que possa ser feito mais mudanças em Vrindavan.
Estou triste em partir. Eu dizia a Mahatma prabhu hoje: “Você não sabe, eu sinto inveja de você que fica aqui e toma responsabilidade de todo este projeto de grande impacto.” Claro, isto não será fácil, mesmo em 6 meses talvez não se conquiste muito, talvez só conquistemos um pouquinho, mas nosso esforço estará aí.
Só posso dizer que os devotos são muito maravilhosos. Nunca conseguirei pagar por tudo o que fazem, melhor que fico endividado para sempre com todos vocês, só desejamos poder conquistar algo para Vrindavan, não podemos aceitar o fato de só estar em Vrindavan para comer e dormir, não... Não posso aceitar como meu dharma. Por isso desejo que possamos trabalhar pesado, temos que fazer nosso serviço com muita seriedade e incrementar nossa conexão entre Índia e América do Sul. É muito triste sair daqui, mas meu trabalho na América do Sul me chama intensamente. Como disse Gurudeva Atulananda: “La papa está en Sudamérica.”
Com estas palavras me despeço no dia de hoje. Todos os que quiserem apoiar o projeto de proteção a Vrindavan contatem-se com Mahatma prabhu e Ambika, precisamos da ajuda de todos.
Jay Srila Prabhupada!

Seu sempre bem-querente,

Swami B. A. Paramadvaiti.