domingo, 10 de março de 2013

A missão de Srila Prabhupada



        
A missão de Srila Prabhupada




“Se você aceita que é mantido, então é razoável se perguntar: Quem está me mantendo? Imagine se todos os dias você se levanta da cama e encontra um banquete de desjejum maravilhoso e no dia seguinte a mesma coisa, não se pergunta em algum momento, quem está preparando tudo isso? Disso se trata a espiritualidade, de se perguntar quem está fazendo essa festa para mim.”


            Queridos devotos, recebam todo meu afeto do Jahnavi Kunja Gaudiya Math, nas margens do Ganges olhando o entardecer.
            A mensagem de hoje trata de aprendermos a apreciar o que temos recebido e reconhecer quem está por trás de tudo isso. Srila Prabhupada abriu as portas dessa casa (Consciência de Krishna)
para iluminar ao mundo todo. É impressionante como hoje em dia estamos reunidos por todas as partes para cantar, dançar e tomar prasadam. Ninguém, de nenhum modo, pode negar o lugar de aparição de Sri Caitanya onde nos encontramos hoje, inclusive podemos dizer que chegou a atenção pública que Sri Caitanya esteve aqui faz mais de 500 anos, trazendo uma mensagem muito relevante para difundir por todo o mundo.
            Se pensarmos um pouco mais, tudo está relacionado com a forma em que as coisas se manifestam. Por exemplo, alguém pode pensar que a missão de Srila Prabhupada terminou quando ele partiu desse mundo, pois estará equivocado. Porque a missão de Srila Prabhupada está se manifestando recentemente, o mundo está percebendo que existe uma mensagem muito grande e revolucionária que está se fazendo escutar. Não é muito difícil chegar à conclusão de que todos somos irmãos e irmãs, é algo fácil de entender, porém, chegar à prática científica de tal irmandade, apreciando a todos e compartilhando sua própria vida com os demais, isso ainda não é algo muito difundido entre as pessoas.
            Há pouco estivemos no Kumbha Mela e tivemos a experiência de nos encontrarmos com muitos yogis de diferentes escolas e caminhos místicos. Sem intenção de crítica, senão que somente comentar minha experiência, me encontrei com muitos yogis que procuravam somente fechar os olhos para conseguir um tranze rápido ou alguma meditação aparente, porém esse não é o processo dessa era. E que fosse assim tão fácil. Não obstante, Sri Caitanya Mahaprabhu trouxe um processo com resultados práticos para a alma,  de maneira muito inovadora.
            No Kumbha Mela assistimos um seminários (estranhamente chamado) ''Inovação na espiritualidade''. Como poderíamos definir a inovação na espiritualidade? Pois, na verdade, a própria vida espiritual levada a prática é uma completa inovação, sobretudo nessa Era de Kali Yuga. Porque, inclusive poderia se realizar algo similar a vida espiritual de maneira egoísta, levando a cabo algumas atividades tipo karma-kanda para o benefício coletivo, porém, não deixa de ser algo pessoal dirigido a si mesmo. Porém, Sri Caitanya Mahaprabhu nos trouxe um processo no qual a prática está baseada em serviço onde a mais elevada meta é o serviço amoroso. O tema de fundo é o amor mesmo. O amor que trazemos à nossa vida muitas vezes implica em ansiedade, sofrimento e lágrimas, ou melhor, amar alguém significa: ''se meter em problemas'', por isso as pessoas hoje em dia não se preocupam com ninguém, porque ninguém quer amar ninguém, sabem que isso significa sacrifício e sofrimento. Mahaprabhu nunca disse isso, ao contrário, Ele disse: Ame e cuide do mundo inteiro, faça algo para o mundo inteiro possa ser parte do parivar do nosso mestre espiritual, da nossa família espiritual. Se alguém sofre nesse processo, o acompanhamos e tratamos de ajudar. Isso é algo natural: o amor nos deixa comprometidos, ocupados, o amor nos faz sofrer pelo ser amado. Se pensa em amor, porém, sem sofrimento. Então revise seus conceitos, porque amor vem com sofrimento. Além disso, as pessoas hoje em dia sofrem de todas as maneiras possíveis, porque não têm ninguém para amar.
            Esta ideia de amor, de inovar a espiritualidade, significa que devemos estar prontos para sofrer no processo de amar aos demais. Algo assim: Se sofre pela Mãe Terra e faz algo para protegê-la, isso lhe vai ser muito positivo, porque conseguirá viver num ambiente natural. Qualquer coisa que desejamos implica em uma certa renúncia, por exemplo: se abster de químicos, etc. Porque de uma maneira ou outra, somos viciados nas coisas que o mundo nos impôs, Vida Simples Pensamento Elevado significa um processo de se acostumar ao que é simples. Isso aplicado ao contexto atual é uma completa inovação.
            Assim, o sistema condicionado tem que se acostumar. Quando Prabhupada disse que somos almas condicionadas, ele sabia do que estava falando, estamos condicionados às nossas comodidades, se tenho uma cadeira a qual estou condicionado, logo não posso mais me sentar no chão. Se as coisas as quais estou condicionado desaparecem, sinto que não sou ninguém. Nesse nível, é a nossa identificação com o material. Por outro lado, humildade real significa reconhecer que somos dependentes e mantidos pela misericórdia. Essa é a primeira coisa que devemos aprender. A primeira pergunta que uma pessoa se faz é: Como estou sendo mantido? É um real processo de meditação. Aí é onde uma pessoa chega à conclusão que há alguém por trás de tudo o que recebemos e quem aprecia isso não encontra palavras para agradecer esse maravilhoso presente. Assim, a pessoa agradecida reciproca a Deus por tudo o que tem recebido e Lhe agradece por ser mantido.
            Agora, esta pessoa agradecida tem a oportunidade de também viver mantido por Deus de uma forma sustentável e em harmonia com o meio ambiente. Muitas coisas são difíceis de deixar, porque estamos muito condicionados a elas, desacostumarmos de nossos próprios condicionamentos é um processo muito complexo. Tudo está disposto para nos tornarmos conscientes disso, porém, não nos damos conta. Assim como a alma esta aí, mas você nem sequer é consciente de sua própria alma. As pessoas materialistas não conseguem chegar nisso, pensam que tudo não tem sido mais que um acidente. Pobres pessoas desse mundo que têm sido mal guiadas.
            Se assumo que sou mantido e que existem coisas que não são positivas para minha manutenção, posso entender que o Desenhista Supremo quer que eu aceite as coisas benéficas para tal manutenção. Não é necessária muita ciência para entender isso. De outra maneira vivemos uma mentira onde se pensa que não existe o que mantém e nem o que é mantido. Realmente quer viver uma mentira? Quer continuar aprendendo como se tornar um mentiroso com diploma e alvará?
            Se você aceita que é mantido, então é razoável se perguntar: Quem está me mantendo? Imagine se todos os dias você se levanta da cama e encontra um banquete de desjejum maravilhoso e no dia seguinte a mesma coisa, não se pergunta em algum momento, quem está preparando tudo isso? Disso se trata a espiritualidade, de se perguntar quem está fazendo essa festa para mim. A mãe natureza está fazendo essa festa diariamente: acabamos de nos despedir do sol no entardecer e pela manhã vamos recebê-lo de novo, isso é maravilhoso, uma verdadeira banquete para os olhos. Quem sabe algumas pessoas não admitam, porém, estamos rodeados de um constante banquete.
            Reconhecer que a natureza fez esse banquete é uma boa aproximação, agora o ponto é: Quem permeia a Mãe Natureza para que isso aconteça, quem dá a semente que tudo gera? A vida vem da vida, do Mantenedor Supremo. Esse é o significado da vida em si mesma. Se quiser saber o que é a vida, tem que dar toda a importância necessária a esse tema e indagar sobre isso. Esse é outro tema... Como fazer isso? Como encontrar a resposta a algo que acredito a ser tão importante? Não é uma pergunta muito difícil. Melhor dizendo, a resposta não é muito difícil.  O que fazer quando se quer saber a resposta de algo, que quer encontrar algo que não sabe onde está? (aqui os devotos dão suas respostas). Pois a resposta é: nós automaticamente oramos quando precisamos de um resposta que não sabe onde encontrar, inclusive podemos dizer que nós não só “oramos” senão que “choramos” para que se manifestem as respostas.
            Da mesma maneira, devemos chorar pelo amor verdadeiro, para que a verdade se manifeste em nossos corações. Só no momento em que choramos com todo o coração pela Verdade, aparecem as repostas. Não é algo estruturado, nem mesmo um simples ritualismo, é a força do chamado do coração, não é uma bênção mecânica. Tem que chorar do mais profundo do seu coração se quiser encontrar a Pessoa que está dando este banquete diariamente. Você mesmo deve “convencer” a Deus do que está buscando e que o seu ímpeto é tal que não aceitará um “não” como resposta. Tem que manifestar que está pronto para qualquer coisa afim de receber a mensagem real e a misericórdia real no coração.
Então, alguém pode se perguntar: “Até quando tenho que orar?”, pois até que apareçam as respostas. Uma vez recebido uma resposta, deve abraçá-la com todo o coração e já nesse momento o amor vai começar a surgir. O canto do maha-mantra:

Hare Krishna
Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Vem carregado de pura fé e a intenção por trás do Maha Mantra é que queremos nos tornar servos deste Pequeno Menino de cor azul que vive em Vrindavan e que toca a flauta roubando os corações de todos. Ao orar com fé, seguramente se obtém resultados. Se ainda não alcançou este tipo de fé, então ore para ter fé, por apreciar as coisas corretas. Crer – ter fé, faz que a vida se converta num banquete. E ao crer nas coisas certas se recebe um grande presente que deve ser compartilhado com os outros. E ao se aprofundar nisso, também devemos avaliar a qualidade do que estamos entregando aos demais. Na realidade, não sabemos nem o que entregar ao outros, porque não temos nada para dar, porém, pela misericórdia da fé e do amor que provém de Deus, podemos transmitir isso mesmo que não é nosso, mas nos foi revelado.

            Assim, entregar aos outros se converte num estilo de vida: viver para dar teu amor, viver para entregar conhecimento verdadeiro, viver de maneira amável com o meio ambiente, viver com profundidade aceitando as outras pessoas assim como queremos ser aceitos. Meu mestre espiritual (fisicamente falando), uma pessoa mais velha e de estatura baixa. Quando eu o vi pela primeira vez (com minha visão mundana), pensei: “Como este homem já mais velho e baixinho tem tanto poder?”, e a resposta é porque ele não é deste mundo e sua sinceridade e seu amor incondicional nos salvou até o ponto que hoje, 40 anos depois de sua partida deste mundo, continuo sentando de frente a vocês falando dele e devido a ele que todos vocês estão aqui escutando essas palavras.
No mundo material a única coisa que recebemos é dinheiro, fama e prazeres temporários, e isso não é o que precisamos. As pessoas estão esperando que chegue alguém que possa dizer: “Me encontrei com tal pessoa que se entregou por completo para benefício dos outros, que deu o melhor que tinha e isso fez a diferença”. Assim, eu quero entregar algo bom e positivo às pessoas e também quero que vocês façam parte dessa valiosa transação. Assim, devemos nos esforçar para darmos o melhor que temos... e o que é o melhor que temos? É o nosso amor. Assim, tal qual Srila Prabhupada nos ensinou, este movimento inovador de Harinama Sankirtana de Sri Caitanya Mahaprabhu está baseado nisso, na entrega do amor. É por amor que Krishna nos diz: “Venha até Mim, venha a Vrindavan, receba a minha prasadam.” O Senhor está realmente atrás de nós a ponto de se tornar obsessivo, pois pelo amor uma pessoa se obceca.

            Esta é a mensagem que quero compartilhar com vocês no dia de hoje, direto de Sri Mayapur Dham, entreguem seu amor, deem o melhor de si aos outros e mostrem a todo mundo quem está por trás do banquete que recebemos todos os dias. Para finalizar o Chat, quero compartilhar com vocês duas informações: A primeira é uma notícia muito bela e importante, se trata de um novo Sannyasi da nossa família que foi iniciado hoje, seu nome é Bhakti Caitanya Govinda Sundar Maharaj, está em um hospital nas mãos de Krishna devido a um câncer terminal. Hoje pela manhã recebeu seu nome de Sannyasi e seu sannyasi mantra via telefone, pois ele que é originário da República Dominicana se encontra atualmente nos Estados Unidos onde tem feito serviço e apoiado o programa do P. Govardham por muito tempo. Maharaj foi conhecido pela medalha de ouro na maratona de cadeira de rodas e o maior que ele é o fato que ele tem um coração de ouro que o destaca muito. Espero que Krishna me dê a oportunidade de tê-lo em meus braços em abril durante minha próxima visita em Nova York, pois ano passado tive que cancelá-la devido a um convite que tivemos por parte de 4 povos originários da Serra Nevada. Que todos possamos orar para que ele tenha muita força, porque continuarão com a quimioterapia durante esse tempo. Vamos compartilhar mais notícias sobre Maharaj no próximo domingo, para que estejam conosco no caminho da luta pela saúde desse irmão e sannyasi querido; A outra novidade é que nesses dois dias com Tapasvi Maharaj decidimos que queremos fazer mais sólido nosso ashram em Sri Mayapur, por isso queremos que nos festivais grandes desse ano como a Vyasapuja de Gurudeva Atulananda e a festa do Mela de Outubro, queremos fazer uma competição para ver como coletamos o suficiente para aumentar um pouco mais a terra e assim preservar o belo espaço chamado Jahnavi Kunja Gaudiya Math que é um Oasis da nossa família em Sri Mayapur Dham. Imediatamente vamos compartilhar mais ideias e notícias ao respeito.
Que todas as glórias sejam a Srila Prabhupada cuja misericórdia nos permite estar um dia mais por aqui.
Nitai Goura Haribol!
           
            Seu sempre bem-querente,
            Swami B.A. Paramadvaiti.

domingo, 3 de março de 2013

Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada


Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada



O que é de mais auspicioso que há no mundo? É o fato de uma alma querer se render a Krishna, imagine, oferecer uma flor na forma de um devoto aos Pés de Lótus do Senhor, senão para que servem tantas oferendas ao Senhor se não podemos entregar novas almas aos Seus pés?”


            Queridos devotos, recebam todo o meu afeto do Samadhi Mandir de Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada em Mayapur durante o dia de sua aparição. Este é um lugar muito especial, aqui Srila Prabhupada esteve pessoalmente. Todos os meus mais adorados vaishnavas, como B. R. Srila Sridhar Maharaj, B. P. Puri Maharaj, vieram aqui. Eles participaram na expansão da Consciência de Krishna desde o começo, na verdade, este é um lugar muito grande, uma verdadeira Eco Yoga Aldeia.
            Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur conseguiu uma terra muito grande aqui e ele não estava muito disposto a administrar todo o lugar, pois atendia a muitos outros temas. Este terreno esteve a nome de Sri Krishna desde o início e como era tão grande, nela viviam diferentes famílias de camponeses que deviam pagar seus atributos ao templo. Então, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur não sabia como atendê-lo, porque estava muito absorto em suas outras atividades, então alguém lhe propôs a pedir a Bhakti Prajnan Kesava Maharaj que administrasse.
            Nesse tempo, Maharaj se chamava Vinod Babu. Ele era de uma família camponesa e sabia como administrar este tipo de coisa. Vino Babu respondeu que sim, poderia fazer, mas disse: “Preciso de um cavalo, umas roupas formais e um gwalior (homem de segurança) e assim vou cobrar os impostos necessários.” Nesses tempos haviam muitos ocupantes ilegais da terra que viviam lá e não pagavam os atributos necessários, mas Vinod Babu fez tão bem o seu serviço que o templo se tornou muito opulento, pois todos começaram a contribuir como era devido. Ele fez uma maravilha. Um vaishnava desses tempos me disse uma vez: “Em Mayapur há duas pessoas que nunca serão esquecidas, uma é Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada e o outro é Vinod Babu.” Mais tarde, este mesmo Vinod Babu se tornou Bhakti Prajnan Kesava Maharaj, o sannyas-guru do meu Gurudeva Srila Bhaktivedanta Swami Prabhupada, assim, aqui nos sentimos completamente em família. Vraja Pattan quer dizer Vraja mesmo manifestado, pois aqui também está o Syama-kunda e o Radha-kunda e uma expansão da colina de Govardhan; por isso, nos sentimos muito conectados com este lugar e estamos fazendo serviço para mantê-lo limpo também.
            Neste lugar eu tive a ideia de que nossas fazendas e templos seriam uma beleza verdadeira, representantes de Sri Vrindavan, onde tudo está muito bem cuidado e bem atendido, para que as pessoas cheguem lá e se sintam muito entusiasmadas e possam se ocupar em serviço devocional podendo ajudar a embelezar os lugares. Assim, todos nossos projetos de Varsana, Vrindavanita, o Eco Truly Park são reflexos de Vraja Pattan, que é parte da nossa tradição monástica de veracidade, auspiciosidade e beleza (satyam sivam sundaram). Aqui em Vraja Pattan eu oro para que todas as fazendas ecológicas que Deus tão misericordiosamente confiou a nós se tornem lugares fortes, limpos e encantadores, que sejam campos da devoção onde nós possamos trazer as pessoas aos Pés de Lótus do Senhor, porque só assim podemos ter a fortuna de servir, porque, o que pensam de ir a um templo e se espantar com algo, porque o tratam mal ou não lhe dão de comer, é como um “anti-ashram”.
            Lembro-me que em Lima, no velho templo de Jiron Callao havia um lugar muito velho, impossível de viver, que os devotos chamavam “anti-bhakta”, porque ninguém podia ficar lá. Em Catargena também tivemos um ashram assim, muito inóspito. O fato é que todos nossos ashrams devem ser “pro-bhaktas” para animar as pessoas na Consciência de Krishna. Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada estabeleceu este ashram como o modelo a seguir, assim como quando as imobiliárias querem vender uma casa, ensinam com uma casa modelo, que é a mais bonita, a mais elegante, a melhor mantida; nossos ashrams devem ser modelos para que as pessoas aprendam a tornar suas casas lugares onde Krishna esteja no centro, essa é a particularidade de um Eco Yoga Aldeia, que Krishna está no centro. Krishna no centro significa que tudo se harmoniza e tudo se resolve, que não há nenhum problema. Tudo o que recebemos tem sido realizado para que possamos nos dirigir à máxima perfeição da vida.
            Minha mensagem para todos vocês presentes no Chat Domininal do lindo lugar de Vraja Pattan é que façam maravilhosos templos, lindíssimas comunidades, onde tudo é tão lindo que as pessoas se tornem muito agradecidas e se elas não puderem viver no ashram, que queiram fazer algo em suas casas, manter programas ou apoiar o templo, são totalmente benvindos. Essa é a realidade de ter um serviço a Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada, isso era o que ele queria: um lugar de refúgio para todas as almas.
            Os vaishnavas são o primeiro refúgio que recebemos quando chegamos ao ashram, porque eles são os que recebem as pessoas e eles são quem fazem com que as coisas se tornem auspiciosas, pois o que é de mais auspicioso que há no mundo? É o fato de uma alma querer se render a Krishna, imagine, oferecer uma flor na forma de um devoto aos Pés de Lótus do Senhor, senão para que servem tantas oferendas ao Senhor se não podemos entregar novas almas aos Seus pés? Eles são os que dão aos nossos ashrams a vida.
            Sri Vraja Pattan ki jay!
            Sri Radha-kunda, Syama-kunda, Giriraj Govardhan ki jay!
            Sri Gandharvika Giridhari ji ki jay!
            Srila Bhaktivinoda Thakur ki jay!
            Srila Goura Kishor Das Babaji ki jay!
            E os acaryas que manejaram este ashram durante muito tempo:
            Srila Bhakti Vilas Tirtha Maharaj ki jay!
            Srila Kusum Sraman Maharaj ki jay!
            Srila Bhakti Kankan Tapasvi Maharaj ki jay!
            Srila Bhagavat Maharaj ki jay!
            Assim, glorificamos a todos os acaryas que têm ajudado a manter este lindo ashram de Srila Bhaktisiddhanta durante anos. A casa que está ao início do ashram era a oficina de Srila Prabhupada Bhaktisiddhanta onde ele passeava pela varanda do segundo andar como um leão, planejando intensamente o método de expandir a Consciência de Krishna. Tudo o que os devotos fazem na América do Sul e na Europa, em todo o mundo, não é nada mais do que o plano de Srila Bhaktisiddhanta.
            Todas as glórias sejam a Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada no dia de sua Vyasapuja. Goura Premanandi! Hari bol!
            Não se desanimem por nada do mundo, não vale a pena. O mundo é um rolo, porque onde há mundo, há rolo e se enrola, mas você pode se desenrolar meditando em um devoto puro e fazendo serviço às grandes almas que vieram nos tirar da confusão e da ilusão.
            Meu grande abraço de coração de Sri Mayapur Dham.
            Jay Srila Prabhupada Bhaktisiddhanta!
            Jay Srila Prabhupada Bhaktivedanta!

            Seu sempre bem-querente,
            Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pacto Mundial Consciente


Pacto Mundial Consciente



“Chaski Fest não está condicionado só a grandes eventos, não há limite enquanto a isso, com músicos muito conhecidos ou artistas locais que recém se estão lançando. O tamanho não é o importante, senão que seja um festival variado, com muito entusiasmo e conscientização.”


Queridos devotos, recebam todo o meu afeto do Kumbha Mela em Allahabad. Mando esta mensagem para lhes contar de um novo projeto de pregação que foi estabelecido durante a nossa estadía no Kumbha Mela. É um programa de muito impacto às pessoas na qual todos os nossos templos podem participar. Trata-se da representação de personagens com figurinos conscientes que fizemos para o Kumbha Mela. Esta ideia se originou no Rio, onde participamos das manifestações a favor da consciência com atores que representavam a Mãe Terra, as multinacionais e a exploração dos animais.
Agora, para o Kumbha Mela, decidimos fazer mais personagens que têm roupas mais impactantes e tudo tem sido um êxito. Todos os dias aparecem na imprensa, na televisão e inclusive artistas famosos, autoridades do governo e líderes religiosos se fotografaram com eles.
Para a América do Sul temos que criar mais um personagem que represente a Revolução da Colher, cheio de colherzinhas e que as asas tenham mensagens de conscientização, como por exemplo: “Salvando aos animais dos experimentos de laboratório! Deixando de comer animais desnecessariamente! Protegendo aos animais dos esportes cruéis! Protegendo as fontes essenciais de água! Vegetarianismo não é uma opção pessoal, senão que uma ferramenta para salvar vidas!” O estilo dessas roupas é super chamativo, porque a própia roupa é muito colorida e com as mensagens incorporadas alí, as pessoas não podem deixar de olhá-las. Assim, para a América do Sul, quero que façamos os seguintes personagens:
·                    O Materialista: representa a exploração e a falta de consciência por parte das multinacionais.
·                    A Mãe Terra: repleta de mensagens sobre o abuso e descuido com a natureza.
·                    A Montanha: cheia de lixo e destruída pela mineração.
·                    A Árvore: que nos avisa sobre as florestas devastadas.
·                    O Rio Sagrado: foi contaminado pelas indústrias e pela inconsciência do lixo.
·                    A Vaca: como representante do reino animal explorada pela cobiça humana.
·                    A Revolução da Colher: promove a mensagem positiva de proteção aos animais e vegetarianismo.
·                    O Pacto Mundial Consciente: com a solução de todos os problemas anteriores. As vestes do Materialista, da Mãe Terra, da Revolução da Colher e do Pacto Mundial Consciente, têm grandes asas de tecido onde estão escrito as mensagens correspondentes. No momento em que eles desdobrem as asas, chama a atenção imediatamente, dando a impressão de um ser humano que se expande para os lados e parece uma borboleta.
A roupa do Rio Sagrado também impacta muito, pois se trata de uma jovem vestida com um sari muito bonito de cor viva, com uma coroa e decorações atrativas enquanto o véu de seu sari está cheio de lixos plásticos. Há certas mudanças e melhorias que se pode fazer nas vestimentas, por exemplo, o do Pacto Mundial Consciente e o da Mãe Terra é melhor fazê-los com círculos de papelão e não de arame e bambu como fizemos na Índia.
Nossa ideia principal para estes trajes foi ao ir visitar os Sadhus do Kumbha Mela e levar a mensagem ecológica, mas nestes dias organizamos uma obra de teatro com todos os personagens e foi muito bem recebida, tanto que apresentamos num encontro de acaryas do Mela em uma universidade em Varanasi. Meu desejo é que na América do Sul reproduzam esses personagens e também organizem uma peça de teatro com eles, com música muito bem selecionada e com coreografias, pois é uma excelente apresentação para Eco Yoga Festivais, feiras da Revolução da Colher, eventos de proteção da água, etc. Quero que os grupos de arte e teatro de diferentes templos criem vários livretos para esta obra e os compartilhem para expandir a pregação, os templos como Govindas´s Medelin, os grupos artísticos de Costa, Cali, Bucaramanga, Cúcuta, Lima, Quito, Santiago, La Serena, Antofagasta e São Paulo devem desde já trabalhar nas fantasias e nos livretos da peça. Assim podemos participar de uma forma ativa e artística dos eventos das organizações que promovem a consciência e o respeito à natureza e todos os seres, sendo parte da mensagem do Pacto Mundial Consciente de maneira muito positiva, colorida e sem agressividade.
 Quero que todos se preparem para isto sem nenhum pretexto, é algo muito importante que devemos ter funcionando em todos os lugares. Relatem os avanços deste projeto no Vrindanews, com fotos e vídeos de suas apresentações. Também quero que comecem a preparar os livretos para apresentar a obra: “O juízo da humanidade”, desta maneira mais doce e colorida, pois essa mensagem também se encaixa muito bem com a abordagem do Pacto Mundial Consciente.
Por outro lado, desejo lhes falar sobre um novo programa em conexão com o ativismo: trata-se dos Chaski Fest ou festivais de música e arte totalmente vinculados com o Pacto Mundial Consciente.
Chaski Fest é uma promoção intensa da Revolução da Colher e dos diferentes projetos de vegetarianismo em cada local, por exemplo: os restaurantes vegetarianos, a feiras orgânicas, os Eco Yoga Festivais, etc. Chaski Fest nasceu da necessidade de reunir tantos maravilhosos e variados artistas vinculados ao Pacto Mundial Consciente. Um Chaski Fest representa os antigos mensageiros da cultura Inca que corriam grandes distâncias para comunicar um povo com outro. Assim, os Chaskis atuais são verdadeiros mensageiros de consciência através da música e da arte. Um Chaski Fest não tem limitações, pode ser realizado a grande ou pequena escala, o mais importante é que é um instante de entuasiasmo e alegria onde o vegetarianismo, a proteção à Mãe Terra e o respeito entre os seres são as temáticas principais.
Durante este tempo, nos contatamos com músicos maravilhosos que estão muito entusiastas para visitar a América do Sul, um deles é o Vaiyasaki que vai começar o seu tour pelo Brasil e chegará até o México. Com ele podem organizar lindos Chaski Fest também. A Gita da Hungria também vai começar a viajar pela Europa e América do Sul levando a sua doce música e toda experiência que adquiriu neste tempo na Índia. Fantuzzi, Adam Baba e Deepak da Califórnia também foram convidados para participar. Só pelo fato de artistas como eles chegarem às nossas fazendas e que sejam recebidos com muito carinho e a melhor atenção já é uma realização. Ter artistas como eles é muito importante, pois só sua presença já é um Chaski Fest em ação. Quem comunga com os ideais do Chaski Fest é benvindo para partipar e injetar energia cultural consciente mediante estes eventos.

O que precisamos listar para um Chaski Fest?

·         Ter cópias de (pelo menos) um disco de cada artista. Isso se pode conseguir com o S.E.V.A. local ou produzi-lo se não estiver disponível;
·         Imprimir cartazes do evento dependendo do tema ou do Chaski Fest. O ideal é fazer uma boa promoção do festival para que as pessoas saibam a tempo. Se o seu evento for pequeno, pelo menos se assegure de que todos os restaurantes vegetarianos e os centros de yoga do setor tenham a informação necessária;
·         Promover o evento pela internet, enviando a programação a todos os contatos dos programas de vegetarianismo, etc.;
·         Enviar informação do festival à página http://chaskifest.com/ para que seja promovido a tempo e inclui-lo na programação da web. Uma vez realizado o evento, devem enviar fotos e vídeos para publicá-los na página. Anualmente devemos chegar a ter de 100 a 150 Chaski Fest grandes e pequenos;
·         Levar todos os materiais vinculados: Okis, arsenal da Revolução da Colher, música e tudo o que estamos produzindo para o bem-estar das pessoas, especialmente muita prasada para distribuir;
·         Convidar aos artistas locais vinculados com a causa;
·         Listar todos os figurinos conscientes e as apresentações de teatro com eles, para fazer uma forte difusão dos valores que o Pacto Mundial Consciente e todas as organizações relacionadas promovem.

Chaski Fest não está condicionado só a grandes eventos, não há limite enquanto a isso, com músicos muito conhecidos ou artistas locais que recém se estão lançando. O tamanho não é o importante, senão que seja um festival variado, com muito entusiasmo e conscientização. Cada templo da nossa Missão deve ser capaz de iniciar um Chaski Fest, templos pequenos podem fazer festivais pequenos e templos com maior condição podem fazer grandes festivais; todos devem fazer. Não há desculpas para não realizar um lindo evento cheio de alegria, música e arte consciente. Devem estar preparados para qualquer momento em que chegue um Chaski visitando a sua cidade, também podem começar a realizar encontros com os músicos locais.
Para começar, é possível organizar um Chaski Fest nos salões que oferecem os municípios ou as cidades que têm um preço muito baixo ou inclusive são gratuitos. No caso dos restaurantes vegetarianos grandes, também podem ser usados para um festival. Deve levar em conta que a maioria dos Chaskis que vai visitar, não vai cobrar por sua participação, mas sim devemos colaborar com a venda dos CDs nos festivais e com a compra das passagens pelas terras próximas ao templo que visitem. Todo este sistema deveria funcionar sem problema.
Assim como cada templo, restaurante vegetariano, academia de yoga ou centro de pregação tem um líder, deve existir um encarregado local do Chaski Fest que deve estar em contato permanente com a Oficina de Lima e dar todos os detalhes dos seus eventos; eles têm que desenvolver uma base de dados com todos os músicos e artistas locais que possam participar dos eventos. Se bem que os Chaski Fest são claramente promovidos pelo vegetarianismo, podem realizar também Bhakti Fest que são totalmente espirituais.
Com tudo isso se pode fazer algo muito lindo, só é necessário que façam um grande esforço para que se torne realidade. Este é o meu desejo e asseguro que vai gerar um aumento nas atividades para a conscientização das pessoas. Compartilhem esta mensagem com toda a comunidade e se comuniquem com os encarregados para relatarem as suas notícias.

Com todo o meu afeto.
Seu sempre bem-querente,
Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Salvando-nos das loucuras graças à misericórdia de Srila Prabhupada


Salvando-nos das loucuras graças à misericórdia de Srila Prabhupada


“Srila Prabhupada tem toda a razão ao dizer que este mundo é “o mundo dos loucos”, pessoas enlouquecidas por tantas coisas: buscando lugares de prestígio, brigando por títulos universitários que certificam suas maluquices em um matadouro da alma e que lhes farão sentir superioridade em relação aos outros. Mas ninguém pode ser melhor do que outro se não estiver fazendo felizes aos demais.”


            Queridos devotos, recebam o meu afeto do Kumbha Mela. Srila Prabhupada ki jay.
            Antes de começar o chat de hoje, quero compartilhar com vocês um pequeno relato da nossa estadia no Kumbha Mela. É uma reflexão deste mês que completamos aqui. Reunir-se com pessoas importantes toma muita energia, nunca fiz este serviço antes. Só me dediquei a encontrar pessoas normais e pregar a elas. Sinto que tenho a habilidade de causar uma boa impressão nelas, mas não tenho o tempo para manter a relação com as pessoas importantes.
            Aqui fizemos bons contatos para a Ganga Action Parivar e isso gerou para que nossa maravilhosa equipe esteja diariamente na televisão e nos jornais locais. Isto é incrível e a melhor coisa é que a limpeza do Yamuna e do Ganges é o tópico comum. Por isso, eu decidi estar durante todo o Kumbha Mela e me encontrar com mais pessoas maravilhosas dia-a-dia.
            O que virá mais para frente? Quem sabe. O que sim sabemos é que somos instrumentos da Graça de Krishna, certo? O Pacto Mundial Consciente, do qual somos membros, tem sido mais que introduzido e apreciado na Índia, agora virá o tempo em que teremos que trabalhar tudo isso para a América do Sul.
            Hoje de manhã escutamos uma aula muito especial de Srila Prabhupada. Nela, Srila Prabhupada dizia que o trabalho de um Vaishnava é fazer com que as almas condicionadas retornem à sua posição de nitya-siddha ou almas eternamente rendidas.
            No mundo material todos andam como loucos, por isso devemos buscar pessoas sãs que nos guiem e nos ajudem a sair dele. Sair da condição de nitya-baddha para se converter em nitya-siddha, só pela misericórdia dos Vaishnavas. A loucura do mundo material é muito fácil de ver em muitos exemplos práticos, só basta pensar nos bêbados, nas pessoas cegas por jogos de azar, nos fanáticos por algum tema (futebol, por exemplo) ou em qualquer coisa por estilo. Felizmente, ainda existem pessoas que são capazes de ver estes problemas e querem ajudar a solucionar.
            Sem dúvidas há muitos tipos de loucura, que facilmente ficamos impressionados ao aprofundar um pouco mais neles. Outro exemplo é a autoexploração do corpo que fazem os atletas inconscientes. Poderíamos pensar que um atleta é alguém saudável que mantém um bom estilo de vida, mas não, nem sequer os atletas se liberam de tanta loucura. O dopping é um escândalo muito frequente entre os esportistas, onde eles tomam pílulas para fazerem o corpo mais resistente e não sentir cansaço, permitindo se render mais do que o normal. Claro, nessas condições se tornam melhores atletas do que outros, mas não por treinamento senão que por estarem drogados. Assim, a competência esportiva não é mais que uma farsa, e ao fim não vale dizer que ganhou o tour da França com barbitúricos porque não é algo real. O mundo dos atletas só está embrulhado em fama e dinheiro, nem sequer são capazes de cuidar de seus corpos; se intoxicam e se prejudicam por fazerem movimentos repetitivos e exagerados que logo no futuro não serão capazes porque envelhecerão igual.
É incrível a diversidade da loucura no mundo material. Srila Prabhupada chama de loucura e esse é um conceito bastante forte. Mas, realmente se dá conta que é uma loucura tudo o que acontece aqui quando se vê como as pessoas gastam dinheiro nas coisas sem sentido das que poucos se beneficiam, além das páginas dos jornais, enquanto as empresas de álcool promovem assegurados que as pessoas vão se embebedar para celebrar.
A este chat podemos dar o título: “Salvando-nos das loucuras graças à misericórdia de Srila Prabhupada. Com esta má consciência, o conceito de “Vida simples e pensamento elevado” estabelecido por Srila Prabhupada é desprezado por completo, enquanto se promovem as coisas completamente equivocadas. As corporações e as multinacionais são outro exemplo das loucuras atuais. A venda da comida lixo (junk food) que mantém viciado a meio mundo e com isso a corporação que a maneja consegue o que quer; enquanto os políticos são representantes dessas mesmas corporações que patrocinam sua campanha, em vez de serem representantes do povo e dos interesses comuns. Tudo isso é terrível, e não faz mais que confirmar que o mundo longe de Krishna é uma loucura onde os loucos seguem proliferando.
            Um terceiro exemplo é o mercado de armas e de narcóticos, onde se aplica a mesma lógica: a dos loucos interessados somente em ganhar dinheiro fazendo a vida de outros completamente miserável. E como existe a lei do karma, todas essas misérias vão regressar a eles com plena segurança. Srila Prabhupada tem toda a razão ao dizer que este mundo é “o mundo dos loucos”, pessoas enlouquecidas por tantas coisas: buscando lugares de prestígio, brigando por títulos universitários que certificam suas maluquices em um matadouro da alma e que lhes farão sentir superioridade em relação aos outros. Mas ninguém pode ser melhor do que outro se não estiver fazendo felizes aos demais.
            Um quarto exemplo das loucuras atuais é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma que o principal problema na saúde das pessoas hoje em dia é a instabilidade mental. Isso quer dizer que o estado psicológico das pessoas está muito degradado. E o que fazem com isso? Inventam uma bateria de calmantes e happy pills (pastilhas de felicidade) para manter as pessoas aparentemente “felizes” e agradecidas com os psiquiatras que as receitam enquanto lhes tiram um monte de dinheiro. Ao fim, todas essas pílulas não fazem mais que cobrir a verdadeira doença de não ter Deus e só gera mais loucura. Assim, a sociedade promove tudo o que gera engano e falsidade. Um exemplo claro disso são os meios (irresponsáveis) de comunicação, a TV, a indústria do cinema. Você mesmo pode se perguntar quanto destas loucuras deve fazer para se tornar assim louco, e a resposta é que com só um pouco já ficamos completamente desfocados com sua consciência. Nitya-baddha são as almas eternamente condicionadas à loucura que necessitam de um nitya-siddha como Srila Prabhupada que veio para nos salvar de tudo isso. Essa é a missão dos Vaishnavas, podemos seguir apontando loucuras para ficar mais espantados com o mundo material e correr com mais ansiedade aos pés dos Vaishnavas.
            Uma das loucuras maiores e que se faz a cada dia mais frequentes é o vício às cirurgias estéticas. Aí sim se nota o grau total de loucura ao não serem capazes de aceitar o corpo que por misericórdia (e karma) se conseguiu e querer mudá-lo drásticamente só para desfrutar mais com ele. Assim, as pessoas põem plástico em seus corpos para terem lábios mais grossos, peitos maiores, glúteos mais atrativos. Imaginem isso: introduzir plástico ao corpo, uma completa loucura. Tudo isso é um trabalho para loucos, mas os que se submetem a estas intervenções, sem dúvidas são os mais loucos. E não só as mulheres, isto se faz a cada dia mais frequente em homens também, que fazem coisas estúpidas como fazer uma linha no queixo para que fiquem mais atrativos. O pior é que as pessoas que têm menos recursos e não podem colocar plástico de alta qualidade (silicone) tenta com todo o tipo de elementos que são ainda mais prejudiciais para a saúde. Há caso inclusive que se injetam óleo de aviões para “melhorar” alguma parte do corpo. Novamente podemos ver que a afirmação de Srila Prabhupada era completamente certeira ao chamar “loucura” a todos estes atos.
            Assim, todas as loucuras se baseiam no desejo de artha (riqueza), kama (desfrute) e moksa (liberação). Cobiçar dinheiro e aparentar dele, explorar o próprio corpo e os dos outros só para desfrutar sensualmente e buscar a liberação dos modos mais inconscientes são só mais exemplos do mesmo. A graça em tudo isso é que os devotos muitas vezes são também chamados “loucos”, porque não são parte das loucuras aparentemente “normais” do mundo material. São chamados loucos por trabalharem em serviço à Mãe Terra e por tentarem se render aos Pés de Lótus de Sri Caitanya Mahaprabhu e dos Vaishnavas cantando:

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare

            De coração agradecemos a Srila Prabhupada por nos salvar destas loucuras de Kali Yuga. E seguimos nesta humilde tentativa de pregar e cantar os Santos Nomes de Krishna.
            A final das contas, as pessoas imersas em sua loucura não estão mais que buscando a felicidade da alma, por isso devemos ser muito compassivos com elas. Compassivo significa pregar sem parar para levar a mensagem de Mahaprabhu a cada aldeia e cidade.
            Assim, queria compartilhar que hoje nos levantamos de manhã cedo com estas palavras de Srila Prabhupada, onde enfatizava que devemos ser compassivos com os nitya-baddhas e conectá-los com a mensagem eterna que permitirá voltar ao seu estado original de nitya-siddhas: de eternos servos do Senhor Supremo. Agradeço por serem parte deste grupo lindo e lhes peço que não poupem esforço para continuar sua valiosa tarefa de pregar a mensagem de Srila Prabhupada.
            Com todo o meu amor do Kumbha Mela.
            Jay Srila Prabhupada!

            Seu sempre bem-querente,
            Swami B. A. Paramadvaiti.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

A responsabilidade


A responsabilidade



“A única coisa genuína que temos é a honestidade. A educação sem sinceridade não tem sentido, é só falsidade. Nós devemos nos tornar personificações desta genuína sinceridade. Lute com Amor pelo Amor. Pelo menos por não se maltratar a Mãe Terra e seus seres é um bom começo. Quando dizemos Mãe é porque na realidade nos referimos à nossa Mãe, que nos abriga e nos entrega tudo o que precisamos desde que nascemos.”


            Queridos devotos, saudações do Kumbha Mela. Hoje fizemos o snan (banho) principal do Kumbha Mela com a boa companhia de Caturvedi Swami, quem fez o sankalpa muito lindo e longo. Terminando com a invocação do Senhor Narasimhadeva para o êxito da família Vrinda e todos os que estão juntos a nós. Essa é uma bênção muito linda que recebemos: esta linda família de pregação. Podemos ver que temos muito trabalho à diante, muito serviço para fazer. Vocês têm a chance de pregar no lugar mais lindo do mundo: América do Sul. É muito lindo, porque lá as pessoas querem conhecer sobre Deus, sobre a Consciência de Krishna, pois são de origem oprimida, não são de consciência exploradora.
            Nestes dias alguém me escreveu uma carta dizendo: “espero que esteja bem juntos aos seus devotos” e isso me deixou pensando que vocês não são “meus devotos”, são os devotos de Krishna e Srila Prabhupada.
            Hoje quero compartilhar uma mensagem muito especial do Kumbha Mela. Meus poros estão cheios de desejo em compartilhar com todos o espírito do Amor de Krishna na forma de tomar responsabilidades na vida. A responsabilidade é necessária em todos os âmbitos:
·         Responsabilidade social dos meios de comunicação;
·         Responsabilidade social na indústria;
·         Responsabilidade das pessoas que trabalham como administrativos da sociedade;
·         Responsabilidade de todos que estão vinculados com a espiritualidade;
·         Responsabilidade dos líderes da família vaishnava.
Na verdade, há muito mais responsabilidades para tomar das que somos capazes de cumprir, mas só de se ter a intenção em cumprir com o que os toca, já é a metade do caminho. A responsabilidade vai de mão em mão com a honestidade e com o reconhecer que somos instrumentos de um Criador, ou seja, que não somos nós os criadores. Um exemplo de algo gracioso:
Na Alemanha despojaram a Ministra da Educação do seu cargo por “ter copiado citações sem referência” em sua tese de doutorado. E a pergunta é: “O que é realmente próprio dos seres humanos? Quem pode reclamar da autoria de algo?” O conceito de “propriedade intelectual” ou de autoria não é mais que uma história de “egos torcidos”. E é esse ego torcido e má concepção de se acreditar dono de algo que dirige a mentalidade exploradora que levou a “conquistar” povos em nome de um suposto progresso mal entendido. Quem sabe algum dia fosse reconhecido que se equivocaram ao devastar e tirarem de suas terras os povos da América Latina e começassem a devolver tudo o que roubaram por todos os lados. Esse é um falso critério de honestidade.
Acaba dirigindo o seu critério baseado nos ensinamentos dos Mestres do Egoísmo, pois somente os que atuam para o bem de todos se liberam de tal egoísmo. A única coisa genuína que temos é a honestidade. A educação sem sinceridade não tem sentido, é só falsidade. Nós devemos nos tornar personificações desta genuína sinceridade. Lute com Amor pelo Amor. Pelo menos por não se maltratar a Mãe Terra e seus seres é um bom começo. Quando dizemos Mãe é porque na realidade nos referimos à nossa Mãe, que nos abriga e nos entrega tudo o que precisamos desde que nascemos. Como está declarado no Sri Isopanisad: “Devemos aceitar a cota que foi designada para nós e reconhecer a quem pertencem as coisas.”
As relações com os demais, com o redor, com os animais, são outra forma de demonstrar nossa responsabilidade.  Toda esta tentativa de ser responsáveis na vida e com a vida devemos oferecer a Sri Krishna como uma tentativa de serviço aos Seus Pés de Lótus. O que fazemos então com as nossas relações? Toda relação com outros devemos oferecer aos Pés do Senhor. Todo nosso atuar deve estar oferecido aos Pés do Senhor, evitando nos afastar da Sua Doce Vontade. Esta é a meditação que desejo compartilhar com vocês hoje, como criar um ambiente favorável para que mais pessoas se apaixonem por estes ideais estabelecidos por nossos próprios acaryas.
Deixo todo o meu afeto a vocês do Kumbha Mela.
Jay Srila Prabhupada!

Seu sempre bem-querente,
Swami B. A. Paramadvaiti

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Os Sannyasis


Os Sannyasis



Eu sempre digo aos meus sannyasis que, por favor, sejam ou não sannyasi, o mais importante é que sejam felizes em Consciência de Krishna e sigam lutando.”


            Queridos devotos. Recebam minha afetuosa saudação do Kumbha Mela. Srila Prabhupada ki jay!
            Estes dias tivemos um lindo serviço ao visitar muitos acaryas de diferentes sampradayas e akaras, levando a eles a mensagem ecológica de proteção dos Rios Sagrados. Tivemos dois dias intensos de saída para visitar os acampamentos do Kumbha Mela com Harinam, os disfarces que representam o Ganges, a Mãe Terra, as florestas desmatadas, as multinacionais materialistas e a mensagem do Amor Universal. Tudo isso causou um ótimo impacto, fomos sempre muito bem recebidos e todos apoiaram a mensagem ecológica e se sentiram parte dele.
            O Kumbha Mela é uma reunião impressionante de sábios e pessoas que buscam a espiritualidade. Claro, sempre há alguns que só buscam autopromoção, mas em geral tem sido uma experiência muito bonita. Nestes dias estava lendo um pouco mais sobre o Kumbha Mela e alguns autores dizem que não sabem de quando nem como começou esta reunião, mas notavelmente representa uma tradição onde tudo se dá só por imitação ou onde os seguidores não sabem do que se trata ou onde não se pratica absolutamente nada. Este é um lugar muito especial. Estamos bem em frente ao lugar onde os três rios sagrados se unem: o Ganges, o Yamuna e o Sarasvati; este lugar é chamado Triveni e todos os dias se adora e se faz puja. Assim, oferecemos nossas mais humildes reverências ao lugar sagrado onde nos encontramos agora, este lindo Triveni.
            Eu quero agradecer profundamente aos devotos e às devotas que estão aqui no Kumbha Mela fazendo tapasya e representando os seus personagens com os lindos disfarces que fizeram à mão por mais de um mês, trabalhando duro em Vrindavan para vir pregar aqui. No passado, o Kumbha Mela foi um lugar de pregação dura dos nossos acaryas. Srila Prabhupada esteve neste mesmo Kumbha Mela de Allahabad nos anos 70. Srila Bhakti Dayita Madhav Maharaj estabeleceu em seu math a pregação nos Kumbha Mela de Haridwar. Assim, os Vaishnavas também estiveram presentes nos Kumbha Mela, cantaram os Santos Nomes e levaram a misericórdia de Caitanya Mahaprabhu a todos os lugares. Por outro lado, queria compartilhar uma reflexão sobre uma conferência de Srila Prabhupada que escutei esta manhã:
            Um sannyasi que havia tido uma prova forte em seus votos perturbava a Srila Prabhupada sobre o que deveria fazer um sannyasi quando tivesse uma queda. Então, Srila Prabhupada contou a história de Chottam Haridas, quem teve que se afastar da associação de Sri Caitanya Mahaprabhu por ter tido desejos por uma madre. Em essência não aconteceu nada, mas Mahaprabhu era tão estrito com isso que “rejeitou” a sua associação. Chotta Haridas se sentiu desesperado, foi ao Triveni e se afogou lá, mas estava tão apegado a Mahaprabhu que voltou para aparecer diante dele na forma de um gandharva. Dessa maneira, este sannyasi, Vishnujana Swami, que era muito querido por todos, logo ao escutar isso de Srila Prabhupada, deixou suas coisas e desapareceu. Dias depois, uns brahmanas encontraram um corpo nas proximidades, mas nunca se soube se foi ele ou não. Logo que Srila Prabhupada soube disso, ficou muito triste, disse que não era disso que se tratava, que preferia que se casasse e seguisse servindo na sua missão. Assim, Vishnujana Swami ficou como um exemplo de seguidores de Prabhupada que queria estar com ele sempre e se arrependeu muito de não poder seguir com sua sannyasa. Por isso, eu sempre digo aos meus sannyasis que, por favor, sejam ou não sannyasi, o mais importante é que sejam felizes em Consciência de Krishna e sigam lutando, porque ser sannyasi em Kali Yuga é bem difícil. Sempre tem que seguir em frente, pregando e pregando, lutando e lutando. Os sannyasis sempre passam muitas provas, porque eles trabalham com pessoas novas e bonitas, cuidando das fazendas, dos centros de pregação e dos templos. Assim, oramos muito por nossos sannyasis, pedimos que sejam firmes, porque eles são um grande apoio para expandir a Consciência de Krishna.
            Há um tempo, havia um sannyasi que não sabia o que fazer com a sua sannyas, mas não sabia nem qual era o seu problema. Então, disse que coletaria 10.000 dólares e logo que coletasse por si próprio, pensaria se doaria à Missão de Sri Caitanya ou utilizaria para fundar uma família. O processo espiritual não se trata de não ter nada e não saber o que fazer, este caminho, e especialmente o de sannyas, é para servir. Esta é uma ordem e linda tradição de serviço.
Aqui, no Kumbha Mela, vimos muitos sannyasis, mas quantos são realmente estritos em seus votos na vida privada? Isso só quem sabe é Paramatma, mas há muitos que querem ser sannyasis, é algo notável, aqui podemos ver. Um sannyasi é uma peça para levantar uma Missão. Eu estou muito agradecido com todos eles. Os sannyasis na Venezuela, Equador, em todos os lados fizeram coisas muito lindas, por exemplo, nosso Narayan Maharaj, ou o querido Damodar Maharaj, nosso Ashram Maharaj, Tirtha Maharaj, Yajavar Maharaj, também está Goswami Maharaj pertinho do Chile, todos eles são muito importantes. A eles nossos respeitos, admiração e orações.
Neste Kumbha Mela encontramos de tudo, sem dúvida, como Sri Caitanya Mahaprabhu disse: “Nesta Era, o nosso dever é cantar, Harinam Yagna, Yuga Dharma. Todo mundo pode cantar os Santos Nomes e vimos inclusive os impersonalistas cantam o nome de Govinda e Gopal. O trabalho que fizemos durante estes dias terá uma repercussão muito importante na América do Sul. Toda a pregação que estamos fazendo é em conjunto com Ganga Action Parivar e o Pacto Mundial Consciente. Eles criaram uma base muito linda para trabalhar. A particularidade do Pacto Mundial Consciente é que é um pacto de muita determinação, até certa agressividade positiva pelas temáticas que trata, mas mais que agressividade é uma determinação constante por proteger os valores que se promovem. Um amor determinado em defesa da natureza, dos animais e dos seres humanos. Esse é o forte da filosofia que nossos acaryas nos ensinaram: fazer as coisas com amor, sem nos desanimar e sem violência. O mais importante é que devemos ser sistemáticos para que as coisas resultem bem. Desejo que façam sua melhor tentativa em cada um de seus serviços, tentando ser o mais sistemático possível em tudo o que fazem e com o maior amor possível. Todo o meu afeto do Kumbha Mela.
Não esqueçam de compartilharem o néctar do sankirtan na página e relatar a distribuição de Okis e mensagens de consciência em seus lugares de serviço. Um grande abraço. Jay Srila Prabhupada!

Seu sempre bem-querente,
Swami B. A. Paramadvaiti.