domingo, 17 de fevereiro de 2013

Salvando-nos das loucuras graças à misericórdia de Srila Prabhupada


Salvando-nos das loucuras graças à misericórdia de Srila Prabhupada


“Srila Prabhupada tem toda a razão ao dizer que este mundo é “o mundo dos loucos”, pessoas enlouquecidas por tantas coisas: buscando lugares de prestígio, brigando por títulos universitários que certificam suas maluquices em um matadouro da alma e que lhes farão sentir superioridade em relação aos outros. Mas ninguém pode ser melhor do que outro se não estiver fazendo felizes aos demais.”


            Queridos devotos, recebam o meu afeto do Kumbha Mela. Srila Prabhupada ki jay.
            Antes de começar o chat de hoje, quero compartilhar com vocês um pequeno relato da nossa estadia no Kumbha Mela. É uma reflexão deste mês que completamos aqui. Reunir-se com pessoas importantes toma muita energia, nunca fiz este serviço antes. Só me dediquei a encontrar pessoas normais e pregar a elas. Sinto que tenho a habilidade de causar uma boa impressão nelas, mas não tenho o tempo para manter a relação com as pessoas importantes.
            Aqui fizemos bons contatos para a Ganga Action Parivar e isso gerou para que nossa maravilhosa equipe esteja diariamente na televisão e nos jornais locais. Isto é incrível e a melhor coisa é que a limpeza do Yamuna e do Ganges é o tópico comum. Por isso, eu decidi estar durante todo o Kumbha Mela e me encontrar com mais pessoas maravilhosas dia-a-dia.
            O que virá mais para frente? Quem sabe. O que sim sabemos é que somos instrumentos da Graça de Krishna, certo? O Pacto Mundial Consciente, do qual somos membros, tem sido mais que introduzido e apreciado na Índia, agora virá o tempo em que teremos que trabalhar tudo isso para a América do Sul.
            Hoje de manhã escutamos uma aula muito especial de Srila Prabhupada. Nela, Srila Prabhupada dizia que o trabalho de um Vaishnava é fazer com que as almas condicionadas retornem à sua posição de nitya-siddha ou almas eternamente rendidas.
            No mundo material todos andam como loucos, por isso devemos buscar pessoas sãs que nos guiem e nos ajudem a sair dele. Sair da condição de nitya-baddha para se converter em nitya-siddha, só pela misericórdia dos Vaishnavas. A loucura do mundo material é muito fácil de ver em muitos exemplos práticos, só basta pensar nos bêbados, nas pessoas cegas por jogos de azar, nos fanáticos por algum tema (futebol, por exemplo) ou em qualquer coisa por estilo. Felizmente, ainda existem pessoas que são capazes de ver estes problemas e querem ajudar a solucionar.
            Sem dúvidas há muitos tipos de loucura, que facilmente ficamos impressionados ao aprofundar um pouco mais neles. Outro exemplo é a autoexploração do corpo que fazem os atletas inconscientes. Poderíamos pensar que um atleta é alguém saudável que mantém um bom estilo de vida, mas não, nem sequer os atletas se liberam de tanta loucura. O dopping é um escândalo muito frequente entre os esportistas, onde eles tomam pílulas para fazerem o corpo mais resistente e não sentir cansaço, permitindo se render mais do que o normal. Claro, nessas condições se tornam melhores atletas do que outros, mas não por treinamento senão que por estarem drogados. Assim, a competência esportiva não é mais que uma farsa, e ao fim não vale dizer que ganhou o tour da França com barbitúricos porque não é algo real. O mundo dos atletas só está embrulhado em fama e dinheiro, nem sequer são capazes de cuidar de seus corpos; se intoxicam e se prejudicam por fazerem movimentos repetitivos e exagerados que logo no futuro não serão capazes porque envelhecerão igual.
É incrível a diversidade da loucura no mundo material. Srila Prabhupada chama de loucura e esse é um conceito bastante forte. Mas, realmente se dá conta que é uma loucura tudo o que acontece aqui quando se vê como as pessoas gastam dinheiro nas coisas sem sentido das que poucos se beneficiam, além das páginas dos jornais, enquanto as empresas de álcool promovem assegurados que as pessoas vão se embebedar para celebrar.
A este chat podemos dar o título: “Salvando-nos das loucuras graças à misericórdia de Srila Prabhupada. Com esta má consciência, o conceito de “Vida simples e pensamento elevado” estabelecido por Srila Prabhupada é desprezado por completo, enquanto se promovem as coisas completamente equivocadas. As corporações e as multinacionais são outro exemplo das loucuras atuais. A venda da comida lixo (junk food) que mantém viciado a meio mundo e com isso a corporação que a maneja consegue o que quer; enquanto os políticos são representantes dessas mesmas corporações que patrocinam sua campanha, em vez de serem representantes do povo e dos interesses comuns. Tudo isso é terrível, e não faz mais que confirmar que o mundo longe de Krishna é uma loucura onde os loucos seguem proliferando.
            Um terceiro exemplo é o mercado de armas e de narcóticos, onde se aplica a mesma lógica: a dos loucos interessados somente em ganhar dinheiro fazendo a vida de outros completamente miserável. E como existe a lei do karma, todas essas misérias vão regressar a eles com plena segurança. Srila Prabhupada tem toda a razão ao dizer que este mundo é “o mundo dos loucos”, pessoas enlouquecidas por tantas coisas: buscando lugares de prestígio, brigando por títulos universitários que certificam suas maluquices em um matadouro da alma e que lhes farão sentir superioridade em relação aos outros. Mas ninguém pode ser melhor do que outro se não estiver fazendo felizes aos demais.
            Um quarto exemplo das loucuras atuais é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma que o principal problema na saúde das pessoas hoje em dia é a instabilidade mental. Isso quer dizer que o estado psicológico das pessoas está muito degradado. E o que fazem com isso? Inventam uma bateria de calmantes e happy pills (pastilhas de felicidade) para manter as pessoas aparentemente “felizes” e agradecidas com os psiquiatras que as receitam enquanto lhes tiram um monte de dinheiro. Ao fim, todas essas pílulas não fazem mais que cobrir a verdadeira doença de não ter Deus e só gera mais loucura. Assim, a sociedade promove tudo o que gera engano e falsidade. Um exemplo claro disso são os meios (irresponsáveis) de comunicação, a TV, a indústria do cinema. Você mesmo pode se perguntar quanto destas loucuras deve fazer para se tornar assim louco, e a resposta é que com só um pouco já ficamos completamente desfocados com sua consciência. Nitya-baddha são as almas eternamente condicionadas à loucura que necessitam de um nitya-siddha como Srila Prabhupada que veio para nos salvar de tudo isso. Essa é a missão dos Vaishnavas, podemos seguir apontando loucuras para ficar mais espantados com o mundo material e correr com mais ansiedade aos pés dos Vaishnavas.
            Uma das loucuras maiores e que se faz a cada dia mais frequentes é o vício às cirurgias estéticas. Aí sim se nota o grau total de loucura ao não serem capazes de aceitar o corpo que por misericórdia (e karma) se conseguiu e querer mudá-lo drásticamente só para desfrutar mais com ele. Assim, as pessoas põem plástico em seus corpos para terem lábios mais grossos, peitos maiores, glúteos mais atrativos. Imaginem isso: introduzir plástico ao corpo, uma completa loucura. Tudo isso é um trabalho para loucos, mas os que se submetem a estas intervenções, sem dúvidas são os mais loucos. E não só as mulheres, isto se faz a cada dia mais frequente em homens também, que fazem coisas estúpidas como fazer uma linha no queixo para que fiquem mais atrativos. O pior é que as pessoas que têm menos recursos e não podem colocar plástico de alta qualidade (silicone) tenta com todo o tipo de elementos que são ainda mais prejudiciais para a saúde. Há caso inclusive que se injetam óleo de aviões para “melhorar” alguma parte do corpo. Novamente podemos ver que a afirmação de Srila Prabhupada era completamente certeira ao chamar “loucura” a todos estes atos.
            Assim, todas as loucuras se baseiam no desejo de artha (riqueza), kama (desfrute) e moksa (liberação). Cobiçar dinheiro e aparentar dele, explorar o próprio corpo e os dos outros só para desfrutar sensualmente e buscar a liberação dos modos mais inconscientes são só mais exemplos do mesmo. A graça em tudo isso é que os devotos muitas vezes são também chamados “loucos”, porque não são parte das loucuras aparentemente “normais” do mundo material. São chamados loucos por trabalharem em serviço à Mãe Terra e por tentarem se render aos Pés de Lótus de Sri Caitanya Mahaprabhu e dos Vaishnavas cantando:

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare

            De coração agradecemos a Srila Prabhupada por nos salvar destas loucuras de Kali Yuga. E seguimos nesta humilde tentativa de pregar e cantar os Santos Nomes de Krishna.
            A final das contas, as pessoas imersas em sua loucura não estão mais que buscando a felicidade da alma, por isso devemos ser muito compassivos com elas. Compassivo significa pregar sem parar para levar a mensagem de Mahaprabhu a cada aldeia e cidade.
            Assim, queria compartilhar que hoje nos levantamos de manhã cedo com estas palavras de Srila Prabhupada, onde enfatizava que devemos ser compassivos com os nitya-baddhas e conectá-los com a mensagem eterna que permitirá voltar ao seu estado original de nitya-siddhas: de eternos servos do Senhor Supremo. Agradeço por serem parte deste grupo lindo e lhes peço que não poupem esforço para continuar sua valiosa tarefa de pregar a mensagem de Srila Prabhupada.
            Com todo o meu amor do Kumbha Mela.
            Jay Srila Prabhupada!

            Seu sempre bem-querente,
            Swami B. A. Paramadvaiti.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

A responsabilidade


A responsabilidade



“A única coisa genuína que temos é a honestidade. A educação sem sinceridade não tem sentido, é só falsidade. Nós devemos nos tornar personificações desta genuína sinceridade. Lute com Amor pelo Amor. Pelo menos por não se maltratar a Mãe Terra e seus seres é um bom começo. Quando dizemos Mãe é porque na realidade nos referimos à nossa Mãe, que nos abriga e nos entrega tudo o que precisamos desde que nascemos.”


            Queridos devotos, saudações do Kumbha Mela. Hoje fizemos o snan (banho) principal do Kumbha Mela com a boa companhia de Caturvedi Swami, quem fez o sankalpa muito lindo e longo. Terminando com a invocação do Senhor Narasimhadeva para o êxito da família Vrinda e todos os que estão juntos a nós. Essa é uma bênção muito linda que recebemos: esta linda família de pregação. Podemos ver que temos muito trabalho à diante, muito serviço para fazer. Vocês têm a chance de pregar no lugar mais lindo do mundo: América do Sul. É muito lindo, porque lá as pessoas querem conhecer sobre Deus, sobre a Consciência de Krishna, pois são de origem oprimida, não são de consciência exploradora.
            Nestes dias alguém me escreveu uma carta dizendo: “espero que esteja bem juntos aos seus devotos” e isso me deixou pensando que vocês não são “meus devotos”, são os devotos de Krishna e Srila Prabhupada.
            Hoje quero compartilhar uma mensagem muito especial do Kumbha Mela. Meus poros estão cheios de desejo em compartilhar com todos o espírito do Amor de Krishna na forma de tomar responsabilidades na vida. A responsabilidade é necessária em todos os âmbitos:
·         Responsabilidade social dos meios de comunicação;
·         Responsabilidade social na indústria;
·         Responsabilidade das pessoas que trabalham como administrativos da sociedade;
·         Responsabilidade de todos que estão vinculados com a espiritualidade;
·         Responsabilidade dos líderes da família vaishnava.
Na verdade, há muito mais responsabilidades para tomar das que somos capazes de cumprir, mas só de se ter a intenção em cumprir com o que os toca, já é a metade do caminho. A responsabilidade vai de mão em mão com a honestidade e com o reconhecer que somos instrumentos de um Criador, ou seja, que não somos nós os criadores. Um exemplo de algo gracioso:
Na Alemanha despojaram a Ministra da Educação do seu cargo por “ter copiado citações sem referência” em sua tese de doutorado. E a pergunta é: “O que é realmente próprio dos seres humanos? Quem pode reclamar da autoria de algo?” O conceito de “propriedade intelectual” ou de autoria não é mais que uma história de “egos torcidos”. E é esse ego torcido e má concepção de se acreditar dono de algo que dirige a mentalidade exploradora que levou a “conquistar” povos em nome de um suposto progresso mal entendido. Quem sabe algum dia fosse reconhecido que se equivocaram ao devastar e tirarem de suas terras os povos da América Latina e começassem a devolver tudo o que roubaram por todos os lados. Esse é um falso critério de honestidade.
Acaba dirigindo o seu critério baseado nos ensinamentos dos Mestres do Egoísmo, pois somente os que atuam para o bem de todos se liberam de tal egoísmo. A única coisa genuína que temos é a honestidade. A educação sem sinceridade não tem sentido, é só falsidade. Nós devemos nos tornar personificações desta genuína sinceridade. Lute com Amor pelo Amor. Pelo menos por não se maltratar a Mãe Terra e seus seres é um bom começo. Quando dizemos Mãe é porque na realidade nos referimos à nossa Mãe, que nos abriga e nos entrega tudo o que precisamos desde que nascemos. Como está declarado no Sri Isopanisad: “Devemos aceitar a cota que foi designada para nós e reconhecer a quem pertencem as coisas.”
As relações com os demais, com o redor, com os animais, são outra forma de demonstrar nossa responsabilidade.  Toda esta tentativa de ser responsáveis na vida e com a vida devemos oferecer a Sri Krishna como uma tentativa de serviço aos Seus Pés de Lótus. O que fazemos então com as nossas relações? Toda relação com outros devemos oferecer aos Pés do Senhor. Todo nosso atuar deve estar oferecido aos Pés do Senhor, evitando nos afastar da Sua Doce Vontade. Esta é a meditação que desejo compartilhar com vocês hoje, como criar um ambiente favorável para que mais pessoas se apaixonem por estes ideais estabelecidos por nossos próprios acaryas.
Deixo todo o meu afeto a vocês do Kumbha Mela.
Jay Srila Prabhupada!

Seu sempre bem-querente,
Swami B. A. Paramadvaiti

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Os Sannyasis


Os Sannyasis



Eu sempre digo aos meus sannyasis que, por favor, sejam ou não sannyasi, o mais importante é que sejam felizes em Consciência de Krishna e sigam lutando.”


            Queridos devotos. Recebam minha afetuosa saudação do Kumbha Mela. Srila Prabhupada ki jay!
            Estes dias tivemos um lindo serviço ao visitar muitos acaryas de diferentes sampradayas e akaras, levando a eles a mensagem ecológica de proteção dos Rios Sagrados. Tivemos dois dias intensos de saída para visitar os acampamentos do Kumbha Mela com Harinam, os disfarces que representam o Ganges, a Mãe Terra, as florestas desmatadas, as multinacionais materialistas e a mensagem do Amor Universal. Tudo isso causou um ótimo impacto, fomos sempre muito bem recebidos e todos apoiaram a mensagem ecológica e se sentiram parte dele.
            O Kumbha Mela é uma reunião impressionante de sábios e pessoas que buscam a espiritualidade. Claro, sempre há alguns que só buscam autopromoção, mas em geral tem sido uma experiência muito bonita. Nestes dias estava lendo um pouco mais sobre o Kumbha Mela e alguns autores dizem que não sabem de quando nem como começou esta reunião, mas notavelmente representa uma tradição onde tudo se dá só por imitação ou onde os seguidores não sabem do que se trata ou onde não se pratica absolutamente nada. Este é um lugar muito especial. Estamos bem em frente ao lugar onde os três rios sagrados se unem: o Ganges, o Yamuna e o Sarasvati; este lugar é chamado Triveni e todos os dias se adora e se faz puja. Assim, oferecemos nossas mais humildes reverências ao lugar sagrado onde nos encontramos agora, este lindo Triveni.
            Eu quero agradecer profundamente aos devotos e às devotas que estão aqui no Kumbha Mela fazendo tapasya e representando os seus personagens com os lindos disfarces que fizeram à mão por mais de um mês, trabalhando duro em Vrindavan para vir pregar aqui. No passado, o Kumbha Mela foi um lugar de pregação dura dos nossos acaryas. Srila Prabhupada esteve neste mesmo Kumbha Mela de Allahabad nos anos 70. Srila Bhakti Dayita Madhav Maharaj estabeleceu em seu math a pregação nos Kumbha Mela de Haridwar. Assim, os Vaishnavas também estiveram presentes nos Kumbha Mela, cantaram os Santos Nomes e levaram a misericórdia de Caitanya Mahaprabhu a todos os lugares. Por outro lado, queria compartilhar uma reflexão sobre uma conferência de Srila Prabhupada que escutei esta manhã:
            Um sannyasi que havia tido uma prova forte em seus votos perturbava a Srila Prabhupada sobre o que deveria fazer um sannyasi quando tivesse uma queda. Então, Srila Prabhupada contou a história de Chottam Haridas, quem teve que se afastar da associação de Sri Caitanya Mahaprabhu por ter tido desejos por uma madre. Em essência não aconteceu nada, mas Mahaprabhu era tão estrito com isso que “rejeitou” a sua associação. Chotta Haridas se sentiu desesperado, foi ao Triveni e se afogou lá, mas estava tão apegado a Mahaprabhu que voltou para aparecer diante dele na forma de um gandharva. Dessa maneira, este sannyasi, Vishnujana Swami, que era muito querido por todos, logo ao escutar isso de Srila Prabhupada, deixou suas coisas e desapareceu. Dias depois, uns brahmanas encontraram um corpo nas proximidades, mas nunca se soube se foi ele ou não. Logo que Srila Prabhupada soube disso, ficou muito triste, disse que não era disso que se tratava, que preferia que se casasse e seguisse servindo na sua missão. Assim, Vishnujana Swami ficou como um exemplo de seguidores de Prabhupada que queria estar com ele sempre e se arrependeu muito de não poder seguir com sua sannyasa. Por isso, eu sempre digo aos meus sannyasis que, por favor, sejam ou não sannyasi, o mais importante é que sejam felizes em Consciência de Krishna e sigam lutando, porque ser sannyasi em Kali Yuga é bem difícil. Sempre tem que seguir em frente, pregando e pregando, lutando e lutando. Os sannyasis sempre passam muitas provas, porque eles trabalham com pessoas novas e bonitas, cuidando das fazendas, dos centros de pregação e dos templos. Assim, oramos muito por nossos sannyasis, pedimos que sejam firmes, porque eles são um grande apoio para expandir a Consciência de Krishna.
            Há um tempo, havia um sannyasi que não sabia o que fazer com a sua sannyas, mas não sabia nem qual era o seu problema. Então, disse que coletaria 10.000 dólares e logo que coletasse por si próprio, pensaria se doaria à Missão de Sri Caitanya ou utilizaria para fundar uma família. O processo espiritual não se trata de não ter nada e não saber o que fazer, este caminho, e especialmente o de sannyas, é para servir. Esta é uma ordem e linda tradição de serviço.
Aqui, no Kumbha Mela, vimos muitos sannyasis, mas quantos são realmente estritos em seus votos na vida privada? Isso só quem sabe é Paramatma, mas há muitos que querem ser sannyasis, é algo notável, aqui podemos ver. Um sannyasi é uma peça para levantar uma Missão. Eu estou muito agradecido com todos eles. Os sannyasis na Venezuela, Equador, em todos os lados fizeram coisas muito lindas, por exemplo, nosso Narayan Maharaj, ou o querido Damodar Maharaj, nosso Ashram Maharaj, Tirtha Maharaj, Yajavar Maharaj, também está Goswami Maharaj pertinho do Chile, todos eles são muito importantes. A eles nossos respeitos, admiração e orações.
Neste Kumbha Mela encontramos de tudo, sem dúvida, como Sri Caitanya Mahaprabhu disse: “Nesta Era, o nosso dever é cantar, Harinam Yagna, Yuga Dharma. Todo mundo pode cantar os Santos Nomes e vimos inclusive os impersonalistas cantam o nome de Govinda e Gopal. O trabalho que fizemos durante estes dias terá uma repercussão muito importante na América do Sul. Toda a pregação que estamos fazendo é em conjunto com Ganga Action Parivar e o Pacto Mundial Consciente. Eles criaram uma base muito linda para trabalhar. A particularidade do Pacto Mundial Consciente é que é um pacto de muita determinação, até certa agressividade positiva pelas temáticas que trata, mas mais que agressividade é uma determinação constante por proteger os valores que se promovem. Um amor determinado em defesa da natureza, dos animais e dos seres humanos. Esse é o forte da filosofia que nossos acaryas nos ensinaram: fazer as coisas com amor, sem nos desanimar e sem violência. O mais importante é que devemos ser sistemáticos para que as coisas resultem bem. Desejo que façam sua melhor tentativa em cada um de seus serviços, tentando ser o mais sistemático possível em tudo o que fazem e com o maior amor possível. Todo o meu afeto do Kumbha Mela.
Não esqueçam de compartilharem o néctar do sankirtan na página e relatar a distribuição de Okis e mensagens de consciência em seus lugares de serviço. Um grande abraço. Jay Srila Prabhupada!

Seu sempre bem-querente,
Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 27 de janeiro de 2013

A luta pela proteção do meio ambiente




“Cada indivíduo deve ser parte da luta pela proteção do meio ambiente, e como nós na Missão Vrinda trabalhamos pela proteção da natureza, devemos nos esforçar para sermos consequentes nos nossos templos e não consumir produtos que prejudiquem o meio ambiente, nem provenientes de multinacionais que exploram a Terra.”


            Queridos devotos da Missão Vrinda. Saudações de Allahabad.
            Hoje foi um dia clássico, porque foi declarado, com um grande abraço no Triveni, que para lutar pela Mãe Terra devemos unir as forças sem considerar as diferenças filosóficas. Sua Graça Chidananda Sarasvati Muniji, sem qualquer receio, tomou a liderança na Índia na conscientização do Meio Ambiente. Ele também aceitou que temos que nos envolver na luta.
            Cada indivíduo deve ser parte da luta pela proteção do meio ambiente, e como nós na Missão Vrinda trabalhamos pela proteção da natureza, devemos nos esforçar para sermos consequentes nos nossos templos e não consumir produtos que prejudiquem o meio ambiente, nem provenientes de multinacionais que exploram a Terra. Devemos conseguir alimentos saudáveis e orgânicos, melhor se provierem de agricultores ou produtores locais. Em Vrinda Kuñja decidimos proibir as sacolas plásticas, porque são muito prejudiciais e não havia sentido se todos os dias vamos recolher sacolas no Yamuna, mas continuarmos usando no templo. O Pacto Mundial Consciente é a resposta natural, pois, para que as pessoas entendam a seriedade de todos esses temas, devemos educá-las.
Hoje tomamos banho no “sangam”, o lugar onde se reúnem os rios Yamuna, Ganges e Sarasvati e antes de tomar o banho, alegremente limpamos as margens do lugar em conjunto.
Com essas palavras me despeço por hoje. Ainda nos restam algumas semanas para o Kumbha Mela para continuar fazendo laços pela proteção da Mãe Terra. Graças a Srila Prabhupada recebemos a misericórdia de poder pregar sempre: em cada momento e em qualquer lugar. É por isso que estamos em Allahabad fazendo um pouco de tapasya para pregar a mensagem de Srila Prabhupada. O serviço devocional é a única coisa que pode marcar uma mudança na vida das pessoas, por isso devemos levar a mensagem do serviço devocional a todos que encontremos. Essa é a vida de um pregador.
Desejo a vocês um lindo começo de semana, cheio de êxtase na pregação. Distribuam muitas mensagens de consciência e levem muitos amigos novos ao templo. Um grande abraço de coração a todos vocês. Sigam a diante.
Jay Srila Prabhupada!
Com afeto.

Seu sempre bem-querente,
Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ser o melhor mestre espiritual para as crianças




“As crianças são realmente incríveis, porque elas vêm para nos ajudar, elas vêm porque são presentes de Krishna, porque através deste presente podemos entender que temos que mudar, através deste presente deveríamos recapacitar nossa posição neste mundo, porque nós mesmos somos como crianças que também necessitam ser protegidos, também necessitamos ser iluminados, também necessitamos ser aceitos e cuidados com ternura, isso é o que necessitamos, e justamente isso é o que dá o mestre espiritual, nos dá ternura, amor e cuidado.”


Queridos devotos. Hoje quero dizer a vocês algo muito importante, e isso é a alegria das crianças. As crianças são o maior presente de Deus, porque elas são indefesas e dependem de sua plena sinceridade e iluminação. Se você mesmo andar na escuridão, qual luz vai oferecer?
Eu sei que todos somos muito envolvidos no tema das crianças, porque todos somos crianças. A verdade é que nós nunca deixamos de ser crianças, somos crianças diante de Deus, sempre somos crianças. Ser criança significa estar disposto a aceitar que eu dependo da rendição, porque nos seis princípios da rendição é que tomo a atitude de “Krishna, Você tem que me proteger.”
Ser criança é muito bonito, porque se atira nos braços das mães, fisicamente, mentalmente em todo sentido se faz dependente do que você der. Tão grandioso e tão bonito que é o homem que em sua psicologia natural se chama “o instinto de se sentir protegido” e é incentivado através de um certo grito. Mas o dinheiro sempre está ao nosso redor e em nossa mente, 30 milhões de dólares por todos os lados, essas são as coisas que regem e governam nossos conceitos educativos. Somente quando a pessoa seja agradecida, compassiva e disposta a compartilhar, somente nesse tipo de mentalidade que é um tipo de espiritualidade, pode entrar em sua cabeça outro tipo de conceito, porque na mentalidade absorta, segundo a Oída Terapia, a única coisa que entraria na cabeça seria quanto tenho que pagar para chegar ao céu. Mas em uma mentalidade espiritualista tão calculada que praticamente carece de sensibilidade, as crianças são nossos exemplos de agradecimento e compaixão. As crianças são realmente nossos mestres de sacrifício.
Se nós estivermos dispostos a seguir estes mestres na forma de crianças, então seremos sacrificados, bem animados, compreenderemos que a vida espiritual é um remédio da alma, simplesmente um presente onde podemos apreciar as crianças encarnadas com a nossa mentalidade. E é aí onde entra a grande necessidade da fé na educação, se nós não fornecermos às crianças um tipo de educação que faça a elas potencialmente místicas, agradecidas e compassivas; se não fizermos isso, então nós somos cruéis com nossas crianças. Isso garante, infelizmente, que a maioria das crianças não é educada.
Nossa cultura humana está falhando com as crianças, devemos nos dar conta deste conceito, a este agradecimento. As crianças são realmente incríveis, porque elas vêm para nos ajudar, elas vêm porque são presentes de Krishna, porque através deste presente podemos entender que temos que mudar, através deste presente deveríamos recapacitar nossa posição neste mundo, porque nós mesmos somos como crianças que também necessitam ser protegidos, também necessitamos ser iluminados, também necessitamos ser aceitos e cuidados com ternura, isso é o que necessitamos, e justamente isso é o que dá o mestre espiritual, nos dá ternura, amor e cuidado.
Por isso podemos dizer com o fato de alimentar bem as crianças, vesti-las bem, não significa nada, isso é o básico, comum e atual. Obviamente o pai tem que alimentar aos seus filhos, a pessoa que nem sequer ajuda para que os seus filhos tenham comida já que a sua presença neste mundo não é essencial. Já se pode ver encaminhado a destinos piores para haver a reação por suas ações, assim como dizem no Equador: “Se não vive para servir, não serve para viver”, e se alguém não está disposto a servir aos seus próprios filhos, se não se esforça por eles, já é descartável, é material que sobra. É pesado dizer isso, mas essa é a mina opinião sobre isso. Porém, o dever dos pais não é só o de dar comida, o dever dos pais é que deem amor aos filhos, deem espiritualidade, deem rendição, deem fé, deem coisas importantes.
Praticamente, o que dão os devotos aos seus filhos é algo de muito valor, é tão incrível que nem se pode imaginar, porque se você der amor a alguém, esse amor se reproduz e multiplica, e é por esse lado do amor que nós vamos crescer espiritualmente. Se você quiser crescer, cresça com os seus filhos, cresça com o amor por seus filhos, cresça com o seu papel no mundo como um grande servo, porque para um devoto, todos são como filhos, o devoto não tem preconceito com a raça, por se tem dinheiro, pela cor da pele, mas todas essas diferenças que se faz a um nível chamado “novidade”, são totalmente ignorância, e quando se quer avançar espiritualmente deve fazer tudo possível para que todos possam alcançar o máximo benefício, porque na realidade, todo tipo de mentalidade de discriminação é exatamente a causa da nossa ignorância. Krishna ama a todos e isso é a primeira coisa que tem que entender.
No Bhagavad Gita, Krishna diz:
“Krishna ama a todos, Krishna Se vê em todos, e desta forma, você pode ver que todos somos uma grande família, o que em todos Me vê, nunca estará perdido.”
Desta maneira, as crianças são uma experiência muito grata e muito bonita, porque são como nós ante Deus, ante o Senhor Supremo. Quem somos nós? Nada conhecemos, nada sabemos, somo todos muito dependentes e muito pequeninos, e se formos com o Senhor Supremo, receberemos uma grande misericórdia, sempre teremos este dever espiritual, onde temos que dar às nossas crianças o melhor e temos que dar a todo mundo o melhor, temos que dar amor, amor, amor, amor, amor, amor por Krishna, amor pelos devotos, amor por Radha, amor pelas Deidades, sempre amor, isso é o que temos que fazer, não há nada mais importante que isso.
Então, isso são as crianças, nossos mestres espirituais que nos exigem qualidade, as crianças não estão para que nós demos coisas de segunda qualidade, de segunda consideração, todas as crianças automaticamente merecem de seus pais o melhor que eles têm. E o que é o melhor que você tem? Srila Prabhupada é a melhor coisa que temos, Sri Krishna é a melhor coisa que temos, nós temos muitos tesouros recebidos de Prabhupada, isto é o que se deve dar às crianças, se você não der às crianças os livros de Prabhupada, não terá lhes dado nada. Possivelmente quer mandá-las a Oxford, mas se não tiver lhes dado os livros de Prabhupada e conhecimento, então não terá dado nada. Por isso, o Ashram é uma grande escola, porque o templo é muito lindo. Tem que lhes dar maturidade na vida e tem que acompanhá-las com a maturidade que for adquirindo e o manejo apropriado de sua vida, caso contrário, elas vão dizer: “Você como pai não pratica o que prega, você está desqualificado.”
Eu conto minha experiência pessoal, eu efetivamente rejeitei o meu pai por sua incongruência entre palavra e ação. Isso para mim era inaceitável e eu disse que se ele fosse tão incongruente em relação aos cigarros, com o restante tampouco eu acreditaria. O meu pobre pai perdeu o seu aluno, eu nunca mais, dali em diante, lhe dei mais atenção, internamente ele já não era o meu mestre e ele se deu conta disso um pouco antes de falecer. Se isso acontece com você como pai, pode-se dizer que é o pior fracasso da vida, se o pai deixa de ser o mestre de coração de seu filho, é a pior das coisas. É como se o seu filho dissesse: “Tudo o que me deu até agora é muito interessante, mas agora devo buscar um mestre que saiba bem das coisas, porque você nem sequer sabe bem o que está dizendo.” Que insulto. O pai ficou mais desmoralizado, eu agradeço ao meu mestre espiritual, porque eu estava sem pai, depois que isso me aconteceu, eu tinha alguns professores na escola e eu os levava a sério, até que via suas falhas e os perdia também, um após o outro se desqualificava. Aos sacerdotes também os desqualificava, no fical eu não tinha mestre, eu andava pelo mundo decepcionado com todos, eu dizia: “O que querem me dizer? Querem me contar suas mentiras, mas ainda bem que não preciso delas.” Estava deseperado, triste e orava, porque não podia encontrar um pai de verdade, e por isso eu sou propriedade dele (Srila Prabhupada), porque ao ter mestre, nos tornamos propriedade dele. Porque o conceito da verdade não perde impacto, não sai da moda, quando algo é verdade, quando algo é importante, tem que aceitar e pedir ao mestre espiritual para que seja o seu guia por toda a vida.
Se eu comparar Srila Bhaktisiddhanta Saraswati com Srila Prabhupada, é uma comparação muito interessante, de certa forma. Srila Bhaktisiddhanta Saraswati tinha um certo estilo mais eloquente do que Prabhupada, sem dúvidas, na prática, o que Srila Prabhupada explicava estava próximo e incrível para o homem ocidental. Conhecia tudo sobre o mundo ocidental e enquanto Srila Bhaktisiddhanta Saraswati explica as coisas muito abstratas, simplesmente não entendia, eu me atrevia a ler os livros de Srila Bhaktisiddhanta Saraswati porque, já que eram temas elevados, então isso não era para o mundo ocidental, isso sim tem que entender com os pés no chão, mãos no coração e disposto à ação.
Nós não somos capazes de entender coisas mais elevadas, talvez em algum momento Prabhupada nos revelará algo, mas melhor não se sentir muito avançado, sinta-se neófito e siga estudando o Bhagavad Gita, Srimad Bhagavatam, faça muitos serviço, e em uns 30 ou 40 anos espero te ver com a japa na mão e ainda servindo aos devotos e não em um café bohemio com os seus longos cabelos e especulando sobre Bhakti confidencial. Por isso, nunca diga: “Por favor, eu não quero viver com os devotos”, e nunca diga que não quer cantar Hare Krishna, é possível que às vezes você não possa por causas justificáveis, mas efetivamente o destino dos devotos está nos Ashrams, as madres e os sannyasis são peregrinos no templo, não somos indivíduos em mansões, isso é uma farsa da vida onde queremos nos sentir bem. Se no final da vida não nos lembrarmos do Maha Mantra, isso seria a coisa mais grave de tudo, por isso Krishna fez por misericórdia o Maha Mantra curtinho, se fosse algo muito longo haveria muito pouca chance de sair do mundo material.
Esse é um encontro com a essência, mas obviamente o encontro com a vida espiritual não está resumida no cantar do Maha Mantra, por isso me animo em compartilhar com vocês a educação com nossos filhos. Aqui a própria psicologia de como cuidar das crianças é a mesma de cuidar dos homens e todos devemos cuidar desta bela flor que está dentro de nós. Com estas palavras me despeço.
Um abraço de coração a todos.
Jay Prabhupada.
Hari bol.

Seu sempre bem-querente,
Swami B. A. Paramadvaiti.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Devoção



“Na Consciência de Krishna não somos como na American Airlines, que dentro de suas políticas tem o mandato de sempre sorrir, um devoto sorri do próprio coração.”


Meus queridos devotos. Para mim é um prazer enviar a vocês a mensagem de hoje depois de estar uma semana em Sri Jagannath Puri Dham. Tivemos uma linda semana que nunca imaginamos, pois nos encontramos com devotos amorosos em todos os lados. Como hoje, em Alarnath Temple, que nos encontramos com vaishnavas da família de Srila Bhaktisiddhanta.
As relações vaisnavas são algo muito importante, elas estão baseadas no cuidado e na amabilidade. Hoje aqui nos atenderam muito bem, nos ofereceram uma prasadam maravilhosa e nos fizeram sentir como em casa. Este ponto, meus queridos, é algo muito importante. Na Índia são realmente especialistas em atender aos visitantes, pois se diz que o visitante é como Deus mesmo, quando alguém chega em casa de visita, a primeira coisa que fazem é dar boas-vindas, te convidam para sentar e logo te dão umas doces palavras de boas-vindas, te fazem sentir como se tivesse esperando desde sempre dizendo: “Estou muito feliz que tenha chegado e que esteja aqui com a gente”, imagine, assim realmente podemos ser felizes. Logo, te convidam para tomar prasadam, mas antes de honrar a prasadam, te apresentam ao dono do lar, esse dono é a Deidade. Então, te levam ao templo, onde está o Senhor e te apresentam diante dEle. Em seguida, te convidam para tomar prasadam e te atendem até que esteja completamente satisfeito. É um intercâmbio amoroso muito bonito: os anfitriões oferecem mais e mais prasadam aos convidados para o seu prazer. Desta maneira, quando recebemos a uma pessoa em nosso templo ou no lar de uma família consciente de Krishna, devemos atendê-los assim.
Hoje estamos no templo de Sri Sri Guru Gouranga Gaudiya Math ji, deidades instaladas por Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupada bem em frente ao do Senhor Alarnath.
Neste dia eu os recebo e introduzo a cada um de vocês ante Suas Senhorias Gouranga Gaudiya Math ji; este é um lugar muito sagrado. É um lugar de passatempos muito lindos. Aqui, Sri Caitanya Mahaprabhu exibiu belos passatempos em grande êxtase de separação, tanto que derreteu uma pedra que até hoje mantém as marcas do Seu sagrado corpo nela. Esta pedra é adorada atualmente e hoje a visitamos para pedir a misericórdia de Mahaprabhu.
Há uma história conectada com Sri Alarnath que é muito doce e bela:
O pujari da deidade de Sri Alarnath era um devoto chamado Mukunda que sempre atendia com muita dedicação, ele nunca quis delegar este serviço a outra pessoa. Mas em um dia teve que sair e pensou em pedir ao seu filho para atender a Deidade enquanto estivesse fora. Mukunda ensinou todos os detalhes da adoração ao seu filho e se foi. Na hora da oferenda do bhoga, o jovem levou o prato com todas as preparações, recitou os mantras apropriados e saiu para que o Senhor comesse. Foi uma tremenda surpresa ao ver que o Senhor não havia comido, pois o prato continuava cheio. O pobre menino não sabia o que fazer, o seu desespero foi tão grande que começou a chorar implorando ao Senhor para que comesse.  Ao vê-lo tão aflito, o próprio Senhor desceu do altar e começou a comer toda a oferenda, tanto que deixou o prato todo vazio. Quando chegou com a oferenda de volta, sua mãe se surpreendeu e ficou muito brava ao ver o prato vazio, ela disse: “Filho, você comeu a oferenda do Senhor. Irresponsável. Vou contar tudo ao seu pai.” Quando o pai voltou, a mãe contou o que havia acontecido e ele ficou muito intrigado, tanto que no dia seguinte decidiu ficar escondido para ver o que acontecia. Assim, aconteceu a mesma coisa, o menino levou a oferenda, deixou o Senhor comendo e quando voltou o prato estava igual, então o menino começou desesperadamente a chorar de novo até que o Senhor desceu e começou a comer tudo. O pai ficou impressionado pela devoção de seu filho, mas quando a Deidade se deu conta que o pai estava ali, voltou rapidamente ao seu lugar e ficou com um pouco de arroz com leite em seu dedo e na boca. Esta Deidade de Sri Alarnath conserva essas marcas de prasadam até o dia de hoje e a Ela viemos implorar que aceite as nossas oferendas e também para nos lembrarmos de Mahaprabhu.
Voltando ao tema de início, devemos converter nossos templos em lugares onde as pessoas se sintam tão bem que se identifiquem como se estivessem em sua própria casa. Isso também significa que os nossos templos devem ser muito lindos na decoração, na manutenção, etc. Como neste templo da Brahma Gaudiya Math que tem muitas decorações muito lindas e está muito bem cuidado, se nota o carinho por trás. Por isso, quando estamos em algum templo, devemos estar atento tanto com os jardins como com todas as áreas para que estejam lindas. E me refiro a uma beleza ecológica, pois é só haver alguns lixos plásticos em um lugar bonito que tudo se opaca. O lixo plástico não tem nada bonito, assim, nossos templos devem ser bonitos e com belos devotos que sorriem de coração. Na Consciência de Krishna não somos como na American Airlines, que dentro de suas políticas tem o mandato de sempre sorrir, um devoto sorri do próprio coração.
Eu fico muito feliz em ver que na nossa família temos muito destes belos devotos que sorriem de coração. Esse é o orgulho da nossa sampradaya: Sri Caitanya Mahaprabhu mesmo tomava cuidado com cada um de Seus devotos, é o nosso exemplo a seguir. Eu sei que já disse essas mesmas coisas centenas de vezes, não é nada novo, mas, assim como o Maha Mantra é o mesmo sempre e o Bhagavad Gita é o mesmo há 5 mil anos, repito para lembrarmos.
É por isso que também sempre repito que em todos os templos devem ter ishtagosthis, que o único objetivo é fazer a todos completamente felizes em comunidade, só assim todos os devotos quererão se manter em comunidade. Ishtaghosti não é uma instância ditatorial, é uma instância participativa para definir como se sente cada um e qual é a melhor maneira em que se pode contribuir. É no ishtagosthi que devemos descobrir a melhor forma de receber aos nossos convidados e ter templos mais bonitos e devotos mais felizes. Minha mensagem final é que nunca se sintam cansados de ser amáveis, amigáveis e de fazer sentir aos outros benvindos ao seu templo, pois no momento em que deixarem de ser, deixarão de sentir.
Uma notícia que quero compartilhar com vocês para terminar é que graças a Arup Govinda prabhu e aos sannyasis e devotos de Jagannath Puri, tivemos uma reunião da WVA muito bem sucedida, que foi a fundação da rama Puri da Associação Mundial Vaishnava. Eles disseram que se reunirão todos os meses para realizarem atividades em conjunto. Esse é um dos principais objetivos da WVA-VVRS: aumentar a irmandade e o apoio entre as diferentes Missões Vaishnavas. Agora estamos voltando à cidade para continuar o nosso trabalho. Estaremos dois dias mais em Sri Purushottam Ksetra e logo viajamos a Allahahad para o nosso trabalho de pregação em Kumbha Mela. Será uma grande tapasya, mas uma grande responsabilidade também pregar aos yogis para que se tornem mais responsáveis com o meioambiente.
Com estas palavras e despeço, que tenham um lindo festival dominical cheio de pregação e boa recepção aos convidados. Jaya Om Visnupad Paramahamsa Parivrajak Acaya 108 Srila Bhaktivedanta Swami Maharaj ki jay!
Srila Prabhupada ki jay!
Jaya Om Visnupad Paramahamsa Parivrajak Acarya 108 Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur Prabhupad ki jay!
Hari bol.
Seu sempre bem-querente,
Swami B. A. Paramdvaiti.


domingo, 6 de janeiro de 2013

Sabedoria Ancestral




“Para poder desenvolver o caráter desejado, é necessário realizar a paz, a saúde e a prosperidade de nós mesmos. Como o famoso ditado diz:'O mundo é abundante para satisfazer as necessidades de todos, mas não para satisfazer a avareza de todos.'”

            Queridos devotos. No caminho espiritual temos que vencer o materialismo, o temos que fazer cientificamente. O que for uma doença para o nosso corpo, supõe-se que um médico tenha que cuidar, e se ele for bom fazendo isso, ou o sistema matemático que ele usa, vai compartilhar conosco. O mundo material está sofrendo da doença do materialismo, e há uma incalculável quantidade de avareza. Temos os nossos ecossistemas em jogo, a família às ruínas, e os indivíduos em uma muito conhecida crise pessoal.
            No nome do progresso científico, o materialismo declarou a vitória à sabedoria ancestral. Para derrubar cientificamente o materialismo, estamos  muito felizes de apresentar a Oída Terapia, também conhecida como Psicologia Perene. Muito mais do que defender a fé cega no materialismo e levar a outra fé cega, Oída Terapia opera na base científica para curar as doenças. A Oída Terapia apresenta favoravelmente os preceitos para curar a consciência, a Oída Terapia chama a isto de “O círculo curador” para os mutáveis níveis desfavoráveis de consciência, que incrementa diferentes condições de doença. A Oída Terapia vem da sabedoria ancestral, mas não está subjugada a nenhuma religião fanática ou ao sectarismo, que não incrementa a fé cega no materialismo.
            Devido às decepções que se criou em nome da espiritualidade, indiferença ao sofrimento dos outros e o egoísmo, se pode identificar o problema raiz do comportamento inssociável. E também pela doentia condição, estamos experimentando entre o homem e a natureza, humanos e animais e entre os membros da nossa família. A Oída Terapia abre uma porta profunda e sincera para a avaliação do estilo de vida, ao nosso tipo de comida, à nossa necessidade de ajuda que tem sido provida pelos seres humanos através da sabedoria ancestral dos nossos ancestrais que nos ensinaram a como preservar as sementes, cultivar a terra, respeitar a água e amarmos uns aos outros e nos focarmos nas dimensões superiores da vida, também chamada transcendência.
            Para poder desenvolver o caráter desejado, é necessário realizar a paz, a saúde e a prosperidade de nós mesmos. Como o famoso ditado diz: “O mundo é abundante para satisfazer as necessidades de todos, mas não para satisfazer a avareza de todos.” Então, tudo o que a nossa ajuda puder fazer para diminuir a avareza, incrementar a nossa vontade de compartilhar para que se converta em um urgente valor que possa promover a urgência de curar o mundo e as suas necessidades.
            O conceito de “Vida simples, pensamento elevado” é facilmente apoiado àqueles que sentem um nível de amor por outras entidades vivas. A Oída Terapia abre a porta à apreciação daquelas instruções de sabedoria que nos ajudam a descobrir um gosto superior, uma felicidade sublime, que não depende da competência dos recursos e que deve ser compartilhada em grande escala para o avance individual, se compartilha nos sistemas educativos, que hoje em dia está nas mãos da sociedade consumista que ignora seu impacto destrutor.
            Oída Terapia promove o conceito de não sectarismo, Féducação, um projeto que foi aceito pela UNESCO. Inovar é uma nova proposta para o sistema educativo. Não sectarismo. Féducação significa compartilhar com os estudantes a informação das boas coisas que têm sido realizadas pela humanidade através do sacrifício feito por aqueles que foram inspirados por diferentes tipos de fé. Para animar a todos na busca de valores, na profundidade do seu ser, ou encontrar inspiração daqueles que realizaram coisas positivas para a humanidade, até coisas pequenas, como ter sido fiel a sua esposa e filhos, ou aos que disseram “não” às drogas, ou ter evitado causar sofrimentos desnecessários a outros através do alimento. Nós humildemente pedimos que deem à Oída Terapia e à Féducação a chance de cientificamente derrubar o materialismo. Juntos com nossa própria luta contra o mal, que nos tem prisioneiros hoje em dia.
            A evidência científica necessita a possibilidade de apresentar praticamente provas, ajudando a curar as futuras gerações através dos ideais e realizações. Não importa a diferente tradição mística que este planeta tenha para oferecer para este mesmo propósito, isto tem que ser visto como as realizações criadas por aqueles que se inspiraram por estas recomendações e temos que dar as boas-vindas a qualquer contribuição, não importando de qual sabedoria ancestral possa vir.
            Em conexão com isso, na América do Sul, o Instituto Superior para o aprendizado da Sabedoria Ancestral buscou recuperar os métodos curadores de recuperação do balanço do meio ambiente através de distintas tribos nativa. Comparando e compartilhando com eles o antigo conhecimento da Índia, China ou onde esteja disponível este conhecimento.            Não devemos esquecer que estamos falando do conhecimento das pessoas cuja não escutamos antes, e eles viveram vidas lindamente sustentáveis até hoje em dia, eles são remanentes daquelas civilizações que têm sido perseguidas, assassinadas e ridicularizadas pelo avance do colonialismo e do materialismo. De acordo aos direitos humanos, eles são os reais donos da opulência que vemos na América e na Europa, e tudo isso tem resultado em uma dívida de tesouros e recursos destas respeitadas culturas.
            Uma antiga profecia dos Arrucos do norte da Colômbia diz que a vida dos brancos invasores e o estilo de vida autodestrutivo vão terminar com a real sabedoria dos guardiões da natureza que um dia foi respeitado e abraçado. Nós oramos para que os ensinamentos e as investigações da Oída Terapia e da nossa Féducação possam grandiosamente contribuir à iluminação das pessoas desafortunadas que o seu critério e o comportamento são motivados pela avareza e a ausência de amor e respeito por outras entidades vivas.
            Com todo meu respeito e amor aos nossos leitores e audiência, convido para que se unam em nossa aventura do descobrimento dos grandes tesouros que nos deram desde o dia do nosso nascimento, e que é a possibilidade de ter fé no sentido superior da vida. E para nos sacrificar para realizar o significado superior e influenciar aos outros amigos humanos. A fé é a única maneira de nos conectarmos com as esferas superiores em dimensões superiores, que claro, esta vai muito além dos períodos de nascimento e morte que nos ensina a termos responsabilidade pelas leis cósmicas, e através desta fé, e da prática de antigos sistemas de cura, que podem ser inaugurados mais uma vez, levando em conta que também a sabedoria ancestral é vulnerável à corrupção humana, mas por um mau médico, não se justifica fechar todos os hospitais do mundo.
            Então, não devemos nos aderir a ignorantes sabedorias ancestrais e nos perder na ignorância moderna. Para aqueles que estão ativamente interessados na participação dos nossos diferentes institutos e sentem a necessidade de aprender mais sobre a Oída Terapia ou começar a aplicar a Féducação no sistema educativo, estão benvindos a me contatar diretamente ou com as pessoas mais próximas a ti que também estão abraçando o nosso esforço. Um abraço a todos de coração.
            Srila Prabhupada ki jay.
            Com estas palavras me despeço.
           
            Seu sempre bem-querente,
            Swami. B. A. Paramadvaiti.